Dormência Após Extração do Siso: Quando Avaliar em Maringá?
Entenda por que pode ocorrer alteração de sensibilidade após a extração e quais situações precisam de acompanhamento.
A dormência nas primeiras horas após a extração do siso costuma decorrer da anestesia local. Quando permanece após o efeito anestésico, afeta lábio, queixo ou língua, causa alteração do paladar ou evolui com queimação e choques, o dentista ou cirurgião buco-maxilo-facial deve ser informado para avaliar uma possível alteração nervosa.
A proximidade das raízes dos sisos inferiores com nervos sensitivos explica esse risco. Em Maringá, o Dr. Liogi Iwaki Filho, CRO-PR 7389, atua em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, cirurgia oral, radiologia odontológica e imaginologia.
Quando a dormência é esperada após retirar o siso?
A anestesia local pode deixar lábio, queixo, gengiva ou língua dormentes durante algumas horas. Nesse período, é necessário cuidado para não morder ou queimar os tecidos sem perceber.
A sensibilidade deve começar a retornar conforme o anestésico perde o efeito. A duração varia conforme o medicamento, a quantidade aplicada e a resposta individual.
Entre em contato com a equipe responsável quando a dormência permanecer além do período informado, for completa, piorar ou continuar nos dias seguintes. A avaliação precoce permite registrar a área afetada e acompanhar a recuperação.
Quais nervos podem ser afetados?
Os sisos inferiores ficam próximos principalmente de dois nervos sensitivos:
- Nervo alveolar inferior: fornece sensibilidade ao lábio inferior, queixo, dentes e gengiva do mesmo lado;
- Nervo lingual: participa da sensibilidade da língua e também se relaciona à percepção do paladar.
Durante a cirurgia, esses nervos podem sofrer compressão, estiramento, contusão ou, mais raramente, uma lesão mais importante.
A alteração pode se manifestar como:
- ausência ou redução da sensibilidade;
- formigamento;
- sensação de língua ou lábio “anestesiado”;
- queimação;
- choques ou dor ao toque;
- alteração do paladar.
Esses sintomas são chamados de alterações neurossensoriais. Na maioria das situações há melhora progressiva, mas a recuperação pode levar semanas ou meses e, raramente, ser incompleta. (NHS)
Quando a dormência precisa ser avaliada?
Procure avaliação quando houver:
- dormência persistente depois do efeito esperado da anestesia;
- pouca ou nenhuma melhora ao longo dos dias;
- perda completa de sensibilidade;
- língua dormente ou alteração do paladar;
- queimação, choques ou dor desencadeada pelo toque;
- dificuldade para falar, mastigar ou perceber alimentos;
- mordidas repetidas no lábio ou na língua;
- aumento ou mudança da área afetada.
A dormência não deve ser avaliada apenas pelo tempo transcorrido. Localização, intensidade, tipo de sensação e evolução também ajudam a estimar a natureza da alteração.
Como é feita a avaliação da sensibilidade?
A consulta começa com a revisão do procedimento, do tipo de anestesia e dos sintomas. Se possível, leve radiografias, tomografias e o relatório da cirurgia.
O exame pode comparar os dois lados do rosto e da boca por meio de:
- toque leve;
- pressão;
- estímulos com temperaturas diferentes;
- discriminação entre pontos;
- percepção de direção;
- avaliação do paladar, quando a língua está envolvida;
- mapeamento da área alterada.
Radiografias e tomografia de feixe cônico podem demonstrar a relação entre raízes e canal mandibular, além de investigar fragmentos ou outras alterações. Porém, a imagem não mede sozinha o funcionamento do nervo.
Existe tratamento para a alteração nervosa?
A conduta depende do tipo de lesão e de sua evolução. Pode envolver documentação da sensibilidade, consultas periódicas e proteção do local contra mordidas e queimaduras.
Quando existe dor neuropática, o profissional pode avaliar medicamentos específicos. Vitaminas, corticoides ou outros remédios não devem ser utilizados sem indicação, pois não são adequados para todos os casos.
Lesões importantes, ausência de recuperação ou dor persistente podem justificar encaminhamento para uma equipe com experiência em nervos trigeminais. Em situações selecionadas, procedimentos microcirúrgicos podem ser discutidos, sem garantia de recuperação completa.
Quais sinais exigem atendimento rápido?
Além da dormência, procure atendimento rapidamente se ocorrer:
- sangramento que não para;
- dor ou inchaço intensos e progressivos;
- febre, secreção ou gosto ruim persistente;
- dificuldade crescente para abrir a boca;
- dificuldade para engolir ou respirar;
- inchaço que se espalha pelo rosto ou pescoço;
- reação alérgica ou mal-estar importante.
Dor crescente alguns dias depois da extração também pode estar relacionada a infecção ou alveolite. Esses quadros precisam ser diferenciados de uma alteração exclusivamente nervosa. (NHS)
Conclusão: não espere meses para comunicar a dormência
A perda de sensibilidade após a extração do siso frequentemente é temporária, mas precisa ser registrada e acompanhada quando persiste depois da anestesia. Avaliar cedo não significa que será necessária uma cirurgia: significa compreender a alteração e observar sua evolução com critérios objetivos.
Agende uma avaliação com o Dr. Liogi Iwaki Filho em Maringá e leve os exames realizados antes da extração, informações sobre a cirurgia e a data em que a dormência começou.
Perguntas Frequentes
Quanto tempo é normal ficar com a boca dormente após tirar o siso?
A anestesia local costuma durar algumas horas. Se a sensibilidade não começar a retornar no período orientado pela equipe ou permanecer alterada nos dias seguintes, informe o dentista ou cirurgião.
Dormência após extrair o siso significa que o nervo foi cortado?
Não. O nervo pode ter sido apenas comprimido, estirado ou contusionado. Somente a avaliação e o acompanhamento da recuperação ajudam a estimar a extensão da alteração.
A sensibilidade pode voltar depois de meses?
Sim. Algumas alterações melhoram gradualmente ao longo de semanas ou meses. O prazo varia conforme o tipo de lesão, e não existe garantia de recuperação completa.
Tomografia mostra se o nervo foi lesionado?
A tomografia mostra a relação anatômica entre o canal do nervo, as raízes e a área operada. Ela não confirma isoladamente o funcionamento do nervo, que depende também do exame neurossensorial.
Sobre o Especialista
O Dr. Liogi Iwaki Filho é cirurgião-dentista em Maringá, CRO-PR 7389. Graduou-se em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo em 1988, onde concluiu mestrado e doutorado em Diagnóstico Bucal.
Sua trajetória acadêmica inclui atuação na Universidade Estadual de Maringá em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial e no Programa de Pós-Graduação em Odontologia Integrada. Possui experiência em cirurgia oral, traumatologia facial, estomatologia, radiologia odontológica e imaginologia.
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Este conteúdo possui finalidade informativa e não substitui exame odontológico ou atendimento de urgência.