Exames para ATM e DTM em Maringá: Como o Diagnóstico é Feito?

Exames para ATM e DTM em Maringá: Como o Diagnóstico é Feito?
Exames para ATM e DTM em Maringá: Como o Diagnóstico é Feito?

Saiba quando avaliação clínica, tomografia ou ressonância podem ser consideradas na investigação da ATM, com o Dr. Liogi Iwaki em Maringá.

 

Exames para ATM e DTM em Maringá: como o diagnóstico é feito?

Dor perto do ouvido, estalos, dificuldade para mastigar ou episódios de mandíbula travada costumam levar o paciente a procurar imediatamente uma tomografia ou ressonância. No entanto, nenhum exame de imagem consegue, isoladamente, explicar todos os sintomas relacionados à mandíbula.

 

O exame diagnóstico de ATM e DTM em Maringá começa pela história clínica e pela avaliação dos movimentos, músculos e articulações. A tomografia ou a ressonância pode ser considerada quando existe uma pergunta clínica específica.

 

O Dr. Liogi Iwaki Filho atua em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, radiologia odontológica e imaginologia. A seguir, entenda o papel de cada avaliação e quando exames complementares podem ser necessários.

Qual é a diferença entre ATM e DTM?

ATM é a sigla para articulação temporomandibular. Localizada à frente dos ouvidos, ela conecta a mandíbula ao crânio e participa dos movimentos de falar, mastigar, bocejar e abrir a boca.

 

DTM significa disfunção temporomandibular. O termo reúne diferentes condições que podem afetar:

 

  • articulações temporomandibulares;
  • músculos responsáveis pela mastigação;
  • disco localizado dentro da articulação;
  • estruturas associadas aos movimentos da mandíbula.

 

Resposta direta: ATM é uma estrutura anatômica, enquanto DTM é o conjunto de alterações que pode causar dor ou dificuldade funcional nessa região. O diagnóstico não depende de um único exame.

 

Estalos sem dor são frequentes e nem sempre representam doença. A necessidade de investigação aumenta quando há dor, bloqueio, limitação de abertura, trauma ou perda de função.

Como é feita a avaliação clínica da DTM?

A avaliação clínica é o ponto de partida. O profissional investiga quando os sintomas começaram, onde a dor aparece, quais movimentos pioram o quadro e se há episódios de travamento.

 

Também podem ser avaliados:

 

  • amplitude de abertura da boca;
  • trajetória e desvios da mandíbula;
  • dor nos músculos da mastigação;
  • sensibilidade nas articulações;
  • estalos ou crepitações;
  • presença de bloqueio;
  • encaixe dos dentes;
  • sinais de trauma, infecção ou problema dentário;
  • histórico de tratamentos e cirurgias.

 

A dor na face, no ouvido ou na mandíbula pode ter origem dentária, muscular, neurológica ou infecciosa. Por isso, outras condições precisam ser consideradas antes de atribuir os sintomas à DTM.

 

Não existe um exame único e amplamente aceito para diagnosticar todas as DTMs. A escolha dos exames deve complementar, e não substituir, a avaliação clínica. Orientação do NIDCR

Quando radiografias podem ser utilizadas?

Radiografias podem ser utilizadas como avaliação inicial em situações específicas. A radiografia panorâmica permite uma visão geral dos dentes, da mandíbula e de parte das articulações.

 

Ela pode ajudar a investigar:

 

  • alterações dentárias;
  • dentes inclusos;
  • lesões na mandíbula;
  • assimetrias ósseas mais evidentes;
  • algumas alterações dos côndilos;
  • outras causas de dor orofacial.

 

Entretanto, a radiografia panorâmica possui limitações. Ela não mostra adequadamente o disco articular e pode não detalhar alterações ósseas pequenas ou complexas.

 

O resultado deve ser interpretado em conjunto com os sintomas e o exame físico.

Quando a tomografia da ATM pode ser indicada?

A tomografia computadorizada e a tomografia computadorizada de feixe cônico oferecem imagens detalhadas das estruturas ósseas.

 

Podem ser consideradas diante da suspeita de:

 

  • fratura ou sequela de trauma;
  • desgaste e alterações degenerativas;
  • deformidades ósseas;
  • anquilose, com limitação importante do movimento;
  • assimetria dos côndilos;
  • alterações do formato articular;
  • planejamento de procedimento cirúrgico.

 

A tomografia é especialmente útil quando a principal dúvida envolve osso. Ela não é o exame mais indicado para avaliar diretamente o disco, ligamentos e outros tecidos moles.

 

Como utiliza radiação, sua solicitação deve ter indicação definida e considerar o benefício esperado para o diagnóstico ou planejamento.

Quando a ressonância magnética da ATM pode ser considerada?

A ressonância magnética oferece melhor visualização do disco articular e de outros tecidos moles. Não utiliza radiação ionizante.

 

Ela pode ser considerada quando existe suspeita de:

 

  • deslocamento do disco;
  • bloqueio ou travamento articular;
  • inflamação dentro da articulação;
  • líquido articular;
  • aderências;
  • alteração de tecidos moles;
  • sintomas persistentes sem explicação suficiente em outros exames;
  • necessidade de planejamento de procedimento na ATM.

 

A ressonância pode mostrar a articulação com a boca fechada e aberta, dependendo do protocolo. Isso ajuda a observar a posição e o movimento do disco.

 

Nem todo paciente com dor, estalo ou DTM precisa de ressonância. Achados de imagem podem existir sem causar sintomas e precisam ser relacionados à avaliação clínica.

Qual exame é melhor: tomografia ou ressonância?

Não existe um exame universalmente melhor. Cada método responde a perguntas diferentes:

 

Exame

Principal utilidade

Avaliação clínica

Identificar sintomas, função, músculos e padrão de movimento

Radiografia panorâmica

Obter uma visão geral de dentes e estruturas ósseas

Tomografia

Avaliar ossos, fraturas, desgaste e deformidades

Ressonância magnética

Avaliar disco articular, inflamação e tecidos moles

 

Em resumo: tomografia é mais indicada para estruturas ósseas; ressonância é mais adequada para disco e tecidos moles.

 

Em alguns casos, os exames podem ser complementares. Em outros, nenhum deles é necessário inicialmente.

Quando os exames de imagem são realmente necessários?

Exames complementares podem ser considerados quando o resultado tem potencial para confirmar uma suspeita, excluir outra doença ou modificar o tratamento.

 

A investigação por imagem ganha relevância diante de:

 

  • trauma recente;
  • mudança na mordida;
  • bloqueio persistente;
  • redução progressiva da abertura;
  • assimetria facial;
  • suspeita de fratura;
  • sinais de doença articular;
  • dor persistente sem diagnóstico claro;
  • planejamento de procedimento.

 

Estalos sem dor, isoladamente, nem sempre precisam de exames ou tratamento. A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde também destaca a importância do histórico detalhado e do exame clínico, pois sintomas da ATM podem ser confundidos com dores dentárias e infecções. Informação institucional

 

Febre, inchaço facial, dificuldade para respirar ou engolir, trauma importante e boca presa aberta exigem atendimento de urgência.

O diagnóstico correto direciona o tratamento

Solicitar todos os exames antes da consulta não torna o diagnóstico necessariamente mais preciso. O caminho mais seguro é começar pela avaliação clínica e selecionar o método de imagem conforme a estrutura que precisa ser investigada.

 

Em Maringá, o Dr. Liogi Iwaki Filho realiza avaliação relacionada à ATM e às alterações buco-maxilo-faciais, considerando sintomas, função mandibular e exames de imagem.

 

Acesse o perfil para consultar informações sobre atendimento e agendamento de uma avaliação individualizada.

Perguntas Frequentes

Qual exame detecta DTM?

 

Não existe um único exame que detecte todas as DTMs. O diagnóstico começa pela avaliação clínica e pode ser complementado por radiografia, tomografia ou ressonância, conforme a suspeita.

 

Tomografia ou ressonância: qual é melhor para a ATM?

 

A tomografia avalia melhor os ossos. A ressonância mostra com mais detalhes o disco articular, a inflamação e outros tecidos moles. A escolha depende da dúvida clínica.

 

Todo estalo na ATM precisa de exame?

 

Não. Estalos sem dor são frequentes e podem não exigir investigação. Dor, bloqueio, limitação de abertura ou perda de função justificam avaliação profissional.

 

É preciso fazer exame antes da consulta sobre DTM?

 

Geralmente, não. A avaliação clínica ajuda a definir se algum exame é necessário e qual método poderá oferecer a informação mais útil para o caso.

Sobre o Especialista

O Dr. Liogi Iwaki Filho, CRO 7389, graduou-se em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo em 1988. Concluiu mestrado em 1994 e doutorado em 1998 em Diagnóstico Bucal pela mesma instituição.

 

Atua como professor associado da Universidade Estadual de Maringá em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial. Também possui experiência na coordenação da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial e na pós-graduação em Odontologia Integrada da UEM.

 

Sua trajetória integra cirurgia buco-maxilo-facial, estomatologia, radiologia odontológica, imaginologia, traumatologia e planejamento virtual. Essa formação contribui para relacionar sintomas, função e achados de imagem, evitando que o diagnóstico seja baseado apenas em um laudo. Formação confirmada pela UEM.

Sobre a Guia Saúde

A Guia Saúde conecta pacientes a profissionais e serviços em diferentes cidades. Sua curadoria editorial prioriza conteúdos claros, perfis identificados, relevância regional e informações que ajudem o paciente a compreender a próxima etapa do cuidado.

 

Em temas diagnósticos, a plataforma evita apresentar exames como respostas isoladas ou prometer resultados. Os conteúdos são educativos e não substituem consulta, exame físico ou indicação individualizada.

 

Texto escrito por:
Dr. Liogi lwaki
Cirurgião Buco-Maxilo-Facial
Maringá / PR

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Sobre o profissional

Dr. Liogi lwaki Filho.


Graduação em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB - USP (1988).

 

Mestrado (1994) e Doutorado (1998) em Diagnóstico Bucal pela Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB - USP.

 

Atualmente é professor associado da Universidade Estadual de Maringá em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial.

 

Coordenador da Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial e Professor Efetivo do Programa de Pós-Graduação em Odontologia Integrada da UEM (Mestrado e Doutorado acadêmicos).

 

Tem experiência na área de Odontologia, com ênfase em Cirurgia Buco-Maxilo-Facial e Estomatologia, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia ortognática, planejamento virtual em cirurgia ortognática, cirurgia oral menor, traumatologia buco-maxilo-facial, radiologia odontológica e imaginologia.

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