Cirurgia de Dente Canino Incluso em Maringá: Quando o Tracionamento Cirúrgico é Avaliado?

Saiba como a localização, espaço e posição do dente influenciam a decisão entre acompanhamento e a cirurgia para dente canino incluso em Maringá.

 

O tracionamento de um canino incluso costuma reunir duas etapas: o cirurgião expõe o dente e pode fixar um acessório, enquanto o ortodontista aplica forças graduais para movimentá-lo. A indicação depende da posição do canino, espaço disponível, idade, saúde das raízes vizinhas e viabilidade do trajeto.

Nem todo canino incluso precisa ser tracionado. Acompanhamento, tratamento interceptivo ou extração também podem ser considerados. Em Maringá, o Dr. Liogi Iwaki Filho, CRO-PR 7389, atua em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, cirurgia oral, diagnóstico bucal e imaginologia.

O que é um dente canino incluso?

O canino incluso é aquele que permanece dentro do osso ou sob a gengiva quando já deveria ter irrompido. O problema ocorre com maior frequência nos caninos superiores, que podem estar posicionados no palato ou próximos ao lábio.

Sinais que justificam investigação incluem:

  • permanência do canino de leite;
  • ausência do canino permanente na arcada;
  • atraso de erupção de um lado;
  • alteração na posição dos dentes vizinhos;
  • aumento de volume na gengiva ou no palato;
  • achado inesperado em radiografia.

A ausência de dor não significa que o dente esteja livre de complicações.

O que define se o canino pode ser tracionado?

A decisão depende de uma avaliação conjunta entre ortodontista e cirurgião. Entre os principais fatores estão:

  • idade e estágio de formação da raiz;
  • localização do dente;
  • inclinação e profundidade;
  • distância até a posição correta;
  • espaço existente na arcada;
  • proximidade das raízes dos dentes vizinhos;
  • presença de reabsorção radicular;
  • suspeita de anquilose;
  • condição da gengiva e do osso;
  • disposição do paciente para um tratamento prolongado.

Caninos muito horizontais, profundamente posicionados, anquilosados ou com trajeto desfavorável podem apresentar menor viabilidade para tracionamento. Nenhum fator isolado determina a conduta.

Quais exames participam do planejamento?

A radiografia panorâmica ajuda a identificar o canino e sua relação geral com a arcada. Radiografias adicionais podem fornecer outras perspectivas.

A tomografia de feixe cônico é reservada para situações em que a localização tridimensional modifica o planejamento. Ela pode mostrar:

  • posição vestibular ou palatina;
  • relação com incisivos e pré-molares;
  • reabsorção das raízes vizinhas;
  • quantidade de osso ao redor do dente;
  • trajeto provável de movimentação;
  • presença de outras alterações.

A tomografia não deve ser solicitada automaticamente. O benefício das informações precisa justificar a exposição à radiação.

Quais são as possibilidades de tratamento?

Conforme o caso, a equipe pode discutir:

  • acompanhamento clínico e radiográfico;
  • extração do canino de leite para favorecer a erupção;
  • criação de espaço com aparelho;
  • exposição cirúrgica associada ao tracionamento;
  • manutenção do canino incluso quando não causa problemas;
  • extração do canino permanente;
  • substituição ortodôntica ou reabilitadora do dente.

Idade, posição do dente e disposição para utilizar aparelho fixo participam da escolha. Uma publicação do Barts Health destaca que localização, espaço, idade e aceitação do tratamento ortodôntico influenciam a decisão. (Barts Health NHS Trust)

Como funciona a exposição cirúrgica e o tracionamento?

O procedimento é realizado com anestesia definida conforme a complexidade e as condições do paciente. O cirurgião acessa o canino por uma abertura na gengiva e, quando necessário, remove uma pequena quantidade de osso.

Existem abordagens diferentes:

  • Exposição aberta: parte da coroa permanece visível para que a movimentação seja iniciada;
  • Exposição fechada: um botão ou bráquete com corrente é fixado ao dente, e a gengiva é reposicionada.

Depois da cicatrização inicial, o ortodontista conecta o acessório ao aparelho e inicia forças leves e progressivas. O dente não é “puxado” de uma só vez. A movimentação pode levar meses e exige consultas regulares.

A escolha entre técnica aberta ou fechada depende da posição do canino, do tecido gengival e do planejamento ortodôntico. (Cambridge University Hospitals)

Quais cuidados e riscos precisam ser discutidos?

Após a exposição, pode ocorrer dor leve, pequeno sangramento e inchaço. A equipe orientará alimentação, higiene, medicamentos e momento do retorno ao ortodontista.

Entre os possíveis problemas estão:

  • infecção;
  • descolamento do botão ou da corrente;
  • fechamento da gengiva sobre a exposição;
  • dano periodontal;
  • reabsorção de raízes vizinhas;
  • falha de movimentação por anquilose;
  • necessidade de novo procedimento;
  • impossibilidade de levar o canino à posição planejada.

Higiene adequada ao redor do aparelho e comparecimento aos retornos influenciam o tratamento. Resultado e duração não podem ser garantidos antes de observar a resposta biológica do dente.

Conclusão: o tracionamento depende de espaço e viabilidade

A cirurgia de dente canino incluso em Maringá não deve ser indicada apenas porque o dente não apareceu. O planejamento precisa demonstrar que existe espaço, trajeto viável e condições para a movimentação ortodôntica.

Para avaliar a posição do canino e integrar cirurgia, exames e ortodontia, agende uma consulta com o Dr. Liogi Iwaki Filho. Leve radiografias, tomografias e informações sobre tratamentos ortodônticos anteriores.

Perguntas Frequentes

Todo canino incluso precisa de cirurgia?

Não. A conduta pode variar entre acompanhamento, medidas interceptivas, exposição com tracionamento ou extração. A posição e os riscos para dentes vizinhos orientam a decisão.

Quem faz o tracionamento do canino incluso?

O cirurgião realiza a exposição e pode fixar o acessório no dente. O ortodontista conduz a movimentação gradual por meio do aparelho.

Quanto tempo demora para o canino descer?

A movimentação pode levar vários meses e varia conforme profundidade, inclinação, idade, espaço e resposta do dente. Não existe prazo igual para todos.

O tracionamento pode não funcionar?

Sim. Anquilose, posição muito desfavorável, falta de espaço ou problemas periodontais podem impedir a movimentação planejada e exigir mudança de conduta.

Sobre o Especialista

O Dr. Liogi Iwaki Filho é cirurgião-dentista em Maringá, CRO-PR 7389. Graduou-se em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo em 1988, onde concluiu mestrado e doutorado em Diagnóstico Bucal.

Sua trajetória acadêmica inclui atuação na Universidade Estadual de Maringá em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial e no Programa de Pós-Graduação em Odontologia Integrada. Possui experiência em cirurgia oral, estomatologia, traumatologia facial, radiologia odontológica e imaginologia.

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Este conteúdo possui finalidade informativa e não substitui o planejamento conjunto entre ortodontista e cirurgião buco-maxilo-facial.

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