Tratamento da Adenomiose em Curitiba: Quando a Cirurgia Pode Ser Considerada?
Entenda o tratamento da adenomiose em Curitiba e quando a cirurgia pode ser considerada. Dr. João Pedro Chamma explica sintomas, opções e preservação uterina.
Cólicas intensas, sangramento aumentado e dor pélvica podem ser tratados durante anos como manifestações normais da menstruação. Quando os sintomas se tornam progressivos ou interferem na rotina, a adenomiose está entre as condições que precisam ser investigadas.
O tratamento da adenomiose pode incluir medicamentos para dor e sangramento, terapias hormonais e, em situações selecionadas, cirurgia. A histerectomia é o tratamento definitivo, mas não é uma consequência automática do diagnóstico.
Em Curitiba, o Dr. João Pedro de Andrade Chamma avalia mulheres com dor pélvica, sangramento uterino anormal e possível indicação cirúrgica, considerando sintomas, exames, tratamentos anteriores e desejo reprodutivo.
O que é adenomiose?
A adenomiose ocorre quando tecido semelhante ao endométrio, camada que reveste internamente o útero, está presente dentro do miométrio, a musculatura da parede uterina.
Essa alteração pode ser:
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Difusa: distribuída por uma área ampla do útero.
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Focal: concentrada em uma região, algumas vezes formando um adenomioma.
A condição é benigna e algumas pacientes não apresentam sintomas. Quando não há queixas relevantes, pode não ser necessário iniciar tratamento.
A intensidade dos sintomas não depende apenas do tamanho do útero. Extensão da doença, coexistência de endometriose ou miomas e sensibilidade individual também influenciam.
Adenomiose e endometriose são a mesma doença?
Não. Embora possam coexistir e produzir sintomas semelhantes, são condições diferentes.
Onde as alterações estão localizadas
Na adenomiose, o tecido está dentro da musculatura uterina. Na endometriose, tecido semelhante ao endométrio aparece fora do útero, podendo atingir ovários, peritônio, intestino, bexiga e outras estruturas.
Possibilidade de coexistência
A mesma paciente pode apresentar adenomiose e endometriose. Por isso, tratar apenas o útero pode não resolver toda a dor quando existem focos fora dele.
Sintomas possíveis
A adenomiose pode causar:
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cólica menstrual intensa;
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sangramento uterino aumentado;
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anemia;
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dor pélvica;
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dor durante as relações;
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sensação de peso ou aumento abdominal;
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aumento do volume uterino;
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impacto sobre trabalho, sono e atividades cotidianas.
A investigação e o tratamento devem considerar todas as possíveis fontes dos sintomas, não apenas o resultado de um exame.
Como é feito o diagnóstico?
História clínica e exame ginecológico
A avaliação considera padrão do sangramento, intensidade da dor, ciclo menstrual, gestações, tratamentos anteriores e impacto na qualidade de vida. O útero pode estar aumentado ou sensível ao exame.
Ultrassonografia transvaginal
É frequentemente o primeiro exame de imagem. Pode identificar alterações na musculatura uterina compatíveis com adenomiose e avaliar miomas, ovários e outras estruturas.
Ressonância magnética
Pode ser solicitada quando a ultrassonografia não é conclusiva, quando é necessário diferenciar adenomiose de miomas ou quando o planejamento exige um mapeamento mais detalhado.
Diagnósticos diferenciais
Miomas, endometriose, pólipos, alterações endometriais e outras causas de sangramento ou dor precisam ser consideradas.
O NHS reconhece ultrassonografia e ressonância como exames utilizados na investigação, conforme o contexto clínico.
Adenomiose tem tratamento sem cirurgia?
Sim. Muitas pacientes podem iniciar o tratamento com opções clínicas direcionadas aos sintomas.
Controle da dor e do sangramento
Anti-inflamatórios podem auxiliar no controle da cólica, enquanto medicamentos como ácido tranexâmico podem ser usados para reduzir o sangramento em situações selecionadas.
Tratamentos hormonais
As possibilidades podem incluir:
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sistema intrauterino com levonorgestrel;
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metodo combinados;
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progestagênios;
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medicamentos que modulam temporariamente a atividade hormonal.
A escolha depende de idade, sintomas, contraindicações, efeitos adversos e desejo de engravidar.
Resposta e limitações
O tratamento clínico procura controlar dor e sangramento, mas não remove a adenomiose. A resposta varia, e os sintomas podem retornar após a interrupção.
Uma diretriz clínica específica recomenda individualizar o tratamento conforme sangramento, dor e infertilidade, considerando opções clínicas, intervencionistas e cirúrgicas. Guideline No. 437
Quando a cirurgia pode ser considerada?
A possibilidade de cirurgia pode ser discutida diante de:
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sintomas intensos ou persistentes;
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sangramento com anemia ou repercussão clínica;
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falha, contraindicação ou intolerância ao tratamento clínico;
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dor com impacto importante na qualidade de vida;
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coexistência de outras doenças cirúrgicas;
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desejo da paciente após conhecer alternativas e riscos.
Histerectomia
A retirada do útero é o tratamento definitivo porque remove o órgão afetado. Pode ser considerada quando os sintomas permanecem importantes e a paciente não deseja gestação futura.
Retirar o útero não significa obrigatoriamente retirar os ovários. Essa decisão possui critérios próprios e deve ser discutida separadamente.
Cirurgias conservadoras
A retirada localizada de tecido pode ser considerada em situações selecionadas, principalmente na doença focal. Contudo, separar a adenomiose do miométrio saudável pode ser difícil.
Essas cirurgias possuem limitações, risco de recorrência, cicatrização da parede uterina e possíveis repercussões sobre uma gestação futura. As evidências ainda não sustentam aplicação rotineira para todos os casos.
Outros procedimentos
Embolização das artérias uterinas e ablação endometrial podem ser discutidas em contextos específicos. A ablação não é apropriada para quem deseja engravidar e pode ter eficácia limitada quando a doença é profunda.
Adenomiose, fertilidade e escolha do tratamento
A relação entre adenomiose e fertilidade é complexa. A condição pode estar associada a dificuldades reprodutivas e resultados menos favoráveis em alguns tratamentos de reprodução assistida, mas não impede todas as gestações.
Antes de definir a conduta, o ginecologista considera:
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idade e reserva ovariana;
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desejo e momento da gestação;
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intensidade da dor e do sangramento;
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doença focal ou difusa;
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presença de endometriose ou miomas;
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tratamentos já utilizados;
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riscos e limitações das alternativas;
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possibilidade de acompanhamento conjunto com reprodução assistida.