Cirurgia para Miomas em Curitiba: Quando é Possível Preservar o Útero

Saiba quando miomas podem exigir cirurgia e quando é possível preservar o útero. Avaliação individualizada com o Dr. João Pedro Chamma em Curitiba. CRM-PR 40.814.

Na maioria dos casos, ter miomas não significa que será necessário retirar o útero. Quando a cirurgia é indicada, a miomectomia pode permitir a remoção dos nódulos com preservação uterina, conforme quantidade, tamanho, localização e objetivos reprodutivos da paciente.

Sangramento menstrual intenso, anemia, dor, pressão pélvica e dificuldade para engravidar estão entre as situações que levam muitas mulheres a procurar tratamento. O receio de uma histerectomia, porém, pode gerar insegurança e até adiar a avaliação.

Em Curitiba, o Dr. João Pedro Chamma, ginecologista com CRM-PR 40.814 e RQE 34.273, atua na avaliação de pacientes com miomas e possível indicação cirúrgica. A seguir, entenda quando a cirurgia pode ser considerada e quais fatores determinam se o útero poderá ser preservado.

O que são miomas uterinos?

Miomas são nódulos formados pelo crescimento de células musculares e tecido fibroso do útero. Geralmente são benignos e podem aparecer isoladamente ou em diferentes números, tamanhos e localizações.

De acordo com a posição, podem ser classificados como:

  • Submucosos: projetam-se em direção à cavidade uterina;
  • Intramurais: desenvolvem-se na parede muscular do útero;
  • Subserosos: crescem em direção à parte externa do útero;
  • Pediculados: permanecem ligados ao útero por uma base mais estreita.

A localização ajuda a explicar os sintomas e influencia diretamente a escolha do tratamento.

Todo mioma precisa de tratamento?

Não. Miomas pequenos e sem sintomas podem ser apenas acompanhados. A necessidade de tratamento depende das manifestações clínicas, dos exames, da evolução e dos objetivos da paciente.

Miomas assintomáticos

Quando o mioma é descoberto em um exame de rotina e não provoca sangramento, dor, pressão pélvica ou alterações reprodutivas, o acompanhamento pode ser suficiente.

O intervalo entre consultas e exames é definido de acordo com idade, características dos nódulos e histórico clínico.

Crescimento e acompanhamento

O crescimento deve ser analisado ao longo do tempo e no contexto da fase reprodutiva da paciente. Uma mudança de tamanho não significa, por si só, que o mioma seja maligno ou que precise ser operado.

Crescimento acentuado, alterações incomuns nos exames ou dúvida diagnóstica exigem investigação ginecológica individualizada.

Sintomas que podem exigir investigação

É importante procurar avaliação diante de:

  • Menstruação intensa ou prolongada;
  • Sangramento entre os ciclos;
  • Anemia ou cansaço frequente;
  • Dor ou pressão na pelve;
  • Aumento do volume abdominal;
  • Vontade frequente ou dificuldade para urinar;
  • Constipação;
  • Dor durante as relações;
  • Dificuldade para engravidar.

Esses sintomas também podem ocorrer em outras condições. A investigação é necessária para identificar a causa.

Quando a cirurgia para miomas pode ser indicada?

A cirurgia pode ser considerada quando os sintomas são relevantes, o tratamento clínico não produz controle adequado ou as características do mioma comprometem a cavidade uterina e outras estruturas.

Sangramento uterino intenso

Miomas podem provocar menstruações mais intensas ou prolongadas. Quando o sangramento causa anemia, prejudica as atividades diárias ou persiste apesar do tratamento clínico, a cirurgia pode ser discutida.

A investigação também deve excluir outras causas de sangramento uterino anormal.

Dor, pressão pélvica e sintomas urinários

Miomas volumosos podem exercer pressão sobre bexiga e intestino, causando aumento da frequência urinária, dificuldade para esvaziar a bexiga ou constipação. Dor e sensação de peso na pelve também podem ocorrer.

A relação entre os sintomas e os miomas deve ser confirmada antes da indicação cirúrgica.

Alterações da cavidade uterina

Miomas submucosos ou intramurais que deformam a cavidade podem estar associados a sangramento e alterações reprodutivas. Dependendo de sua posição, a retirada pode ser realizada por histeroscopia.

Infertilidade e planejamento da gravidez

Nem todo mioma causa infertilidade. Antes de atribuir uma dificuldade reprodutiva aos nódulos, é necessário investigar outros fatores da paciente e do parceiro.

Quando o mioma altera a cavidade uterina ou interfere na anatomia reprodutiva, a miomectomia pode ser considerada. A cirurgia, entretanto, não garante gravidez.

Quais fatores definem o tratamento?

Número, tamanho e localização dos miomas

Miomas localizados dentro da cavidade uterina podem ser tratados por histeroscopia. Nódulos na parede ou na parte externa podem exigir videolaparoscopia, cirurgia robótica ou acesso abdominal.

A presença de muitos miomas ou de um útero bastante aumentado pode limitar algumas técnicas.

Intensidade dos sintomas

A decisão considera o impacto real do sangramento, da dor e da pressão pélvica. Um mioma volumoso sem sintomas pode exigir conduta diferente de um nódulo menor que causa sangramento intenso.

Idade e desejo reprodutivo

Preservar o útero pode ser prioritário para quem deseja engravidar ou deseja mantê-lo por razões pessoais. Idade, reserva ovariana e tempo disponível para o planejamento reprodutivo também devem ser considerados.

Tratamentos realizados anteriormente

Medicamentos podem controlar sangramento e dor em algumas pacientes, embora nem sempre eliminem os miomas. A resposta aos tratamentos anteriores ajuda a definir o próximo passo.

Também podem existir procedimentos não cirúrgicos, mas seus efeitos sobre uma futura gravidez precisam ser discutidos individualmente.

Quais cirurgias podem ser utilizadas?

Miomectomia histeroscópica

A miomectomia histeroscópica é realizada pela vagina e pelo colo uterino, sem incisões no abdômen. É indicada principalmente para miomas que se projetam para dentro da cavidade uterina.

A viabilidade depende do tamanho do nódulo e da profundidade com que ele penetra na parede do útero. Alguns casos podem exigir mais de um procedimento.

Miomectomia por videolaparoscopia

Na videolaparoscopia, uma câmera e instrumentos são introduzidos por pequenas incisões abdominais. A técnica pode ser utilizada para retirar determinados miomas intramurais ou subserosos.

Número, tamanho, profundidade e localização dos nódulos influenciam a possibilidade de realizar essa abordagem.

Miomectomia robótica

A cirurgia robótica é uma modalidade de acesso minimamente invasivo na qual os instrumentos são controlados pelo cirurgião por meio de uma plataforma.

Pode ser considerada em situações selecionadas, conforme a complexidade e a estrutura disponível. A tecnologia não é automaticamente superior para todas as pacientes.

Miomectomia abdominal

A miomectomia abdominal utiliza uma incisão maior para acessar o útero. Pode ser necessária quando existem miomas numerosos, muito volumosos ou localizados em posições que dificultam a abordagem minimamente invasiva.

Embora a recuperação possa ser mais prolongada, essa técnica também permite preservar o útero em casos selecionados.

Histerectomia em situações selecionadas

A histerectomia consiste na retirada do útero e elimina a possibilidade de gestação. Pode ser considerada quando os sintomas são graves, outros tratamentos falharam ou não são adequados, os miomas são muito volumosos ou a paciente não deseja preservar o útero.

A decisão precisa ser compartilhada e tomada após a discussão das alternativas possíveis.

É possível retirar os miomas sem retirar o útero?

Sim. A miomectomia remove os miomas e mantém o útero. Ela pode ser realizada por histeroscopia, videolaparoscopia, cirurgia robótica ou acesso abdominal.

A preservação, entretanto, depende da viabilidade e da segurança do procedimento. Número, tamanho e posição dos nódulos, cirurgias anteriores, risco de sangramento e condições clínicas precisam ser avaliados.

Também é importante compreender que novos miomas podem surgir após uma miomectomia e que uma cirurgia futura pode ser necessária.

Miomectomia ou histerectomia: como é feita a escolha?

A miomectomia costuma ser priorizada quando existe desejo de preservar o útero e a retirada dos nódulos é tecnicamente possível. Já a histerectomia pode ser discutida quando não há desejo gestacional e outras opções são insuficientes ou inadequadas.

A comparação deve considerar:

  • Desejo de engravidar ou manter o útero;
  • Número e localização dos miomas;
  • Intensidade dos sintomas;
  • Possibilidade de novos miomas;
  • Riscos de sangramento e aderências;
  • Complexidade da reconstrução uterina;
  • Tratamentos anteriores;
  • Preferências da paciente.

Mesmo quando a miomectomia é planejada, riscos e limitações devem ser discutidos previamente. Nenhuma técnica é a melhor escolha para todos os casos.

Como é a recuperação da cirurgia para miomas?

A recuperação varia conforme a via cirúrgica e a extensão do procedimento. A miomectomia histeroscópica geralmente permite retorno mais rápido, enquanto a videolaparoscopia, a cirurgia robótica e a cirurgia abdominal apresentam tempos diferentes de internação e afastamento.

A paciente recebe orientações sobre atividade física, trabalho, relações sexuais, cuidados com as incisões e planejamento de uma futura gravidez.

É necessário entrar em contato com a equipe diante de febre, dor intensa ou progressiva, sangramento volumoso, desmaio, falta de ar, vômitos persistentes ou alterações nas incisões.

Tratamento de miomas em Curitiba

Avaliação com o Dr. João Pedro Chamma

O Dr. João Pedro Chamma atua na avaliação de mulheres com miomas, sangramento uterino anormal, dor pélvica e possível indicação de cirurgia.

Sua prática contempla histeroscopia, videolaparoscopia e cirurgia robótica em casos selecionados. A escolha da abordagem considera exames, sintomas, características dos miomas, riscos e desejo de preservação uterina.

Quando procurar um ginecologista cirurgião

A avaliação pode ser importante quando:

  • O sangramento menstrual está intenso ou prolongado;
  • Há diagnóstico de anemia;
  • Dor ou pressão pélvica interferem na rotina;
  • Os miomas deformam a cavidade uterina;
  • Existe dificuldade para engravidar;
  • Os nódulos apresentam crescimento que precisa ser investigado;
  • O tratamento clínico não controla os sintomas;
  • Uma histerectomia foi indicada e ainda existem dúvidas.

Preservar o útero exige planejamento individualizado

A retirada do útero não é uma consequência automática do diagnóstico de miomas. Em muitos casos, a miomectomia permite tratar os nódulos e preservar o órgão, mas essa possibilidade depende das características clínicas e anatômicas de cada paciente.

Se você recebeu uma indicação cirúrgica ou deseja entender quais alternativas podem ser consideradas, conheça a atuação do Dr. João Pedro Chamma e agende uma avaliação individualizada em Curitiba.

Perguntas frequentes

Todo mioma precisa ser operado?

Não. Miomas sem sintomas podem ser acompanhados. A cirurgia costuma ser considerada quando há sangramento intenso, anemia, dor, pressão sobre outros órgãos, alterações reprodutivas ou falha do tratamento clínico.

É possível retirar o mioma e preservar o útero?

Sim. A miomectomia retira os miomas sem remover o útero. A possibilidade depende do número, tamanho e localização dos nódulos, além das condições clínicas e dos objetivos da paciente.

Qual cirurgia é usada para retirar miomas?

A miomectomia pode ser realizada por histeroscopia, videolaparoscopia, cirurgia robótica ou acesso abdominal. A escolha depende principalmente da localização, do tamanho e da quantidade de miomas.

Os miomas podem voltar depois da miomectomia?

Os miomas retirados não voltam, mas novos nódulos podem se desenvolver. O risco varia conforme idade, quantidade de miomas e características individuais, tornando importante o acompanhamento ginecológico.

Sobre o especialista

O Dr. João Pedro de Andrade Chamma é médico ginecologista, registrado no CRM-PR sob o número 40.814 e com RQE 34.273 em Ginecologia e Obstetrícia.

Em Curitiba, sua atuação é voltada ao cuidado ginecológico e à avaliação de mulheres com miomas, sangramento uterino anormal, dor pélvica e possível necessidade de cirurgia. Sua prática reúne histeroscopia, videolaparoscopia e cirurgia robótica, conforme a indicação clínica e a disponibilidade de estrutura adequada.

A avaliação considera sintomas, exames, localização e quantidade dos miomas, tratamentos anteriores, riscos, desejo reprodutivo e preferência pela preservação uterina. Essa abordagem busca construir uma decisão compartilhada, responsável e adequada às particularidades de cada paciente.

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