Sinusite Crônica: Diagnóstico em Maringá | Dr. Newton Alves Remaile

Entenda como é o diagnóstico da sinusite crônica em Maringá com o Dr. Newton Alves Remaile | CRM-PR 27924 · RQE: 0843. Sintomas nasais por 12 semanas ou mais exigem investigação.

 

A sinusite crônica é investigada quando obstrução nasal, secreção, redução do olfato ou pressão facial permanecem por 12 semanas ou mais. Para confirmar o diagnóstico, os sintomas precisam ser associados a sinais objetivos de inflamação, identificados no exame nasal, na endoscopia ou, quando indicada, na tomografia.

Conviver por meses com nariz entupido, secreção persistente e dificuldade para sentir cheiros pode afetar o sono, a disposição e a produtividade. Entretanto, dor de cabeça, catarro ou congestão isoladamente não confirmam sinusite crônica.

Em Maringá, o Dr. Newton Alves Remaile, otorrinolaringologista, CRM-PR 27924 e RQE 0843, realiza a avaliação de sintomas nasais persistentes. A investigação busca diferenciar sinusite crônica, rinite, alterações anatômicas e outras possíveis causas.

 

O que caracteriza a sinusite crônica?

O termo médico mais preciso é rinossinusite crônica, pois a inflamação costuma envolver o nariz e os seios da face.

A suspeita clínica considera sintomas presentes por pelo menos 12 semanas. Em geral, é necessário haver dois ou mais dos seguintes:

  • obstrução ou congestão nasal;

  • secreção nasal anterior ou posterior;

  • redução ou perda do olfato;

  • dor ou pressão facial.

Pelo menos um dos sintomas deve ser obstrução nasal ou secreção. Além disso, a confirmação costuma exigir evidências objetivas de inflamação na endoscopia nasal ou na tomografia.

Os critérios do European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps reforçam que duração, combinação de sintomas e achados objetivos devem ser analisados em conjunto.

 

Qual a diferença entre sinusite crônica, aguda e recorrente?

A duração e o comportamento dos sintomas ajudam a orientar a classificação:

  • Sinusite aguda: começa de forma recente e costuma estar relacionada a infecções respiratórias.

  • Sinusite recorrente: ocorre em episódios separados, com melhora completa entre as crises.

  • Sinusite crônica: os sintomas permanecem por 12 semanas ou mais, sem resolução completa.

Uma pessoa pode ter rinite persistente e episódios agudos de sinusite sem apresentar rinossinusite crônica. Também pode haver sinusite crônica com ou sem pólipos nasais.

A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde destaca que os sintomas crônicos podem variar de intensidade e que dor facial e febre podem estar ausentes.

Como é feita a avaliação com o otorrinolaringologista?

A investigação começa pelo histórico dos sintomas e pelos tratamentos já realizados. O médico pode perguntar:

  • quando os sintomas começaram;

  • se são contínuos ou acontecem em crises;

  • se há redução do olfato;

  • se a obstrução ocorre em um ou nos dois lados;

  • quais medicamentos já foram utilizados;

  • se existem rinite, asma ou alergias;

  • se houve cirurgias nasais anteriores;

  • se há dor dentária ou tratamento odontológico recente;

  • se os sintomas interferem no sono e na respiração.

O exame avalia o interior do nariz, a presença de secreção, alterações do septo, aumento dos cornetos e possíveis pólipos. Doenças alérgicas, asma, alterações imunológicas e causas odontológicas podem precisar de investigação complementar.

Questionários de sintomas podem ajudar a acompanhar a intensidade e a resposta ao tratamento, mas não confirmam o diagnóstico sozinhos.

Quais exames podem confirmar o diagnóstico?

A endoscopia nasal e a tomografia dos seios da face são os principais recursos para documentar objetivamente a inflamação, quando existe indicação clínica.

Endoscopia nasal

Permite examinar áreas que não são visualizadas adequadamente no exame nasal simples. Pode identificar:

  • pólipos;

  • secreção purulenta;

  • edema da mucosa;

  • alterações anatômicas;

  • lesões ou achados predominantemente unilaterais.

Tomografia dos seios da face

Mostra a anatomia e a extensão das alterações inflamatórias. Pode ser solicitada quando o diagnóstico permanece incerto, os sintomas persistem apesar do tratamento ou existe planejamento cirúrgico.

Nem todo paciente precisa fazer tomografia na primeira consulta. Alterações encontradas em uma imagem isolada, sem sintomas compatíveis, também não confirmam sinusite crônica.

Testes alérgicos, exames laboratoriais ou avaliação odontológica podem ser solicitados quando o histórico indicar uma condição associada.

 

Como o diagnóstico orienta o tratamento?

O tratamento depende da presença de pólipos, da intensidade dos sintomas, das doenças associadas e dos resultados da endoscopia ou da tomografia.

A abordagem pode incluir:

  • lavagem nasal com solução salina;

  • corticoide nasal prescrito pelo médico;

  • controle de rinite e asma associadas;

  • tratamento odontológico quando existe origem dentária;

  • antibióticos apenas em situações selecionadas;

  • medicamentos específicos para determinados perfis inflamatórios;

  • cirurgia endoscópica em pacientes criteriosamente selecionados.

A lavagem nasal deve ser preparada com produto apropriado e água segura, conforme orientação profissional. Descongestionantes nasais vasoconstritores não devem ser usados por períodos prolongados sem supervisão.

A cirurgia não é indicada apenas pela presença de dor, secreção ou por uma alteração discreta na tomografia. Ela pode ser considerada quando existe doença objetivamente confirmada, impacto relevante e resposta insuficiente ao tratamento clínico adequado.

Conclusão: sintomas persistentes precisam de um diagnóstico preciso

Nariz entupido, secreção e alteração do olfato por mais de 12 semanas merecem investigação, mas não devem ser automaticamente classificados como sinusite crônica. Rinite, enxaqueca, alterações dentárias e problemas anatômicos podem causar manifestações semelhantes.

Agende uma avaliação com o Dr. Newton Alves Remaile, em Maringá, para examinar as vias nasais e definir se há necessidade de endoscopia, tomografia ou investigação complementar.

Leve exames anteriores, lista de medicamentos e informações sobre a duração, frequência e fatores que pioram os sintomas.

Inchaço ao redor dos olhos, alteração visual, confusão, rigidez no pescoço, dor de cabeça muito intensa ou piora rápida exigem atendimento de urgência.

 

Perguntas Frequentes

Quanto tempo os sintomas precisam durar para ser sinusite crônica?

A suspeita considera sintomas persistentes por pelo menos 12 semanas. A confirmação também depende da combinação dos sintomas e de evidências de inflamação no exame, na endoscopia nasal ou na tomografia.

Sinusite crônica sempre causa dor no rosto?

Não. Obstrução nasal, secreção e redução do olfato podem ser mais importantes. Dor facial isolada também pode estar relacionada a enxaqueca, problemas dentários ou disfunção da articulação mandibular.

Toda sinusite crônica precisa de tomografia?

Não. A tomografia é solicitada conforme o histórico, o exame nasal, a resposta ao tratamento e a possibilidade de cirurgia. Algumas pessoas podem ser avaliadas inicialmente com exame clínico e endoscopia nasal.

Sinusite crônica tem tratamento?

Sim. O tratamento é definido conforme a causa, a presença de pólipos e as condições associadas. Pode envolver lavagem nasal, medicamentos, controle de alergias e, em casos selecionados, cirurgia endoscópica.

 

Sobre O Especialista

O Dr. Newton Alves Remaile é médico otorrinolaringologista, CRM-PR 27924 e RQE 0843. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Vassouras e concluiu formação em Otorrinolaringologia no Instituto Penido Burnier.

Com mais de 20 anos de experiência, atua na avaliação de obstrução nasal, rinites, sinusites, ronco, apneia do sono e alterações auditivas. Sua abordagem considera o histórico, o exame das vias aéreas e a indicação individual de exames antes da definição terapêutica.

 

Sobre A Guia Saúde

A Guia Saúde é uma plataforma de informação e conexão entre pacientes e profissionais. Seus conteúdos priorizam linguagem acessível, responsabilidade editorial, relevância regional e informações profissionais verificáveis.

As matérias possuem finalidade educativa e não substituem consulta, exame físico ou diagnóstico. O objetivo é ajudar o leitor a reconhecer sintomas, compreender a investigação e procurar atendimento adequado em Maringá.

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