O PRP para Dor no Joelho em Balneário Camboriú pode ser considerado como tratamento adjuvante em casos selecionados de artrose do joelho, após avaliação da causa da dor, estágio da doença e tratamentos anteriores.
A dor no joelho pode começar como um desconforto ao subir escadas, correr ou levantar-se de uma cadeira. Com o tempo, alguns pacientes passam a reduzir caminhadas, abandonar exercícios e evitar atividades que antes faziam parte da rotina.
Quando fisioterapia, fortalecimento, adequação de carga, controle do peso e medicamentos não produzem resposta suficiente, é comum surgir a dúvida sobre infiltrações. Entre as opções discutidas atualmente está o PRP, preparado a partir do sangue do próprio paciente.
O interesse pelo procedimento cresceu porque alguns estudos observaram melhora da dor e da função, sobretudo em pessoas com osteoartrose leve ou moderada. Entretanto, os resultados não são idênticos para todos, e ainda existe grande variação na forma de preparar, concentrar e aplicar o material. A própria literatura apresenta estudos favoráveis e outros com diferenças pequenas ou inconsistentes em relação a tratamentos comparadores.
Em Balneário Camboriú, o Dr. Celso Dellagiustina Filho atua na avaliação e no tratamento de lesões e doenças do joelho, incluindo artrose, lesões de menisco, ruptura do ligamento cruzado anterior, instabilidade e dor persistente. A decisão sobre utilizar PRP deve partir do diagnóstico correto e de uma análise individualizada, e não apenas da vontade de evitar uma cirurgia.
PRP significa plasma rico em plaquetas. O procedimento utiliza uma amostra de sangue do próprio paciente. Esse sangue é processado por centrifugação para separar e concentrar uma fração com maior quantidade de plaquetas em relação ao sangue circulante.
As plaquetas participam da coagulação e também armazenam proteínas e mediadores biológicos envolvidos em processos de sinalização, inflamação e reparo tecidual.
De forma simplificada, o procedimento costuma envolver:
coleta de sangue;
processamento em centrífuga;
separação da fração desejada;
preparo do material;
aplicação na articulação ou estrutura indicada.
A preparação não é igual em todos os serviços. Existem diferenças relacionadas a:
concentração de plaquetas;
presença ou redução de leucócitos;
volume aplicado;
número de aplicações;
método de centrifugação;
forma de ativação;
intervalo entre as infiltrações;
características do paciente.
Essa falta de padronização ajuda a explicar por que estudos e resultados clínicos podem divergir. A orientação técnica da Anvisa também reconhece que a própria definição e a caracterização dos produtos de PRP apresentam controvérsias e variações. (Serviços e Informações do Brasil)
O PRP não funciona como preenchimento mecânico e não substitui a cartilagem perdida.
A proposta é que os componentes liberados pelas plaquetas possam modular o ambiente inflamatório da articulação e influenciar processos biológicos relacionados a dor, membrana sinovial e tecidos articulares.
Em alguns pacientes, isso pode contribuir para:
redução da dor;
melhora da rigidez;
aumento da tolerância às atividades;
melhora funcional;
facilitação da participação na fisioterapia.
Ainda não é adequado afirmar que o PRP reconstrói cartilagem de forma previsível. Os principais desfechos favoráveis observados nos estudos são clínicos, como dor e função relatadas pelo paciente. A revisão tecnológica da AAOS identificou melhora significativa em alguns resultados, mas também ressaltou limitações metodológicas, amostras pequenas, protocolos heterogêneos e comparações inconsistentes.
O PRP é frequentemente incluído no grupo das terapias ortobiológicas ou regenerativas.
Entretanto, a palavra “regenerativa” pode criar expectativas excessivas.
No contexto da artrose do joelho, é mais seguro explicar que o PRP busca modificar o ambiente biológico e controlar sintomas. Não é possível prometer:
reconstrução completa da cartilagem;
reversão definitiva da artrose;
crescimento de um novo menisco;
restauração automática do ligamento;
eliminação da necessidade de cirurgia;
resultado permanente.
O objetivo clínico deve ser definido antes do procedimento e pode variar entre reduzir a dor, melhorar a função ou permitir melhor participação em um programa de reabilitação.
A condição com maior volume de estudos é a osteoartrose do joelho.
Orientação clínica publicada em 2026 recomenda considerar PRP em pacientes com artrose leve a moderada que continuam sintomáticos apesar de tratamento conservador. (www.aapmr.org)
O consenso europeu ESSKA também considera que existe evidência clínica para benefício em osteoartrose do joelho, mas ressalta a importância da seleção adequada e das características do produto.
Em determinadas lesões focais, o PRP pode ser discutido como parte de uma estratégia mais ampla. A indicação depende de:
localização;
tamanho;
profundidade;
alinhamento do membro;
estabilidade;
presença de lesão meniscal;
grau de artrose;
idade e atividade do paciente.
O procedimento não substitui automaticamente técnicas cirúrgicas quando existe uma lesão estrutural com indicação operatória.
Algumas aplicações do PRP também são estudadas em tendinopatias, como alterações do tendão patelar.
Essa indicação é diferente da infiltração intra-articular. O diagnóstico, o local da aplicação e o protocolo não são os mesmos.
O PRP não deve ser apresentado como tratamento capaz de cicatrizar qualquer ruptura de menisco ou reconstruir um ligamento cruzado anterior rompido.
Em situações específicas, pode ser pesquisado ou utilizado como recurso associado, mas a decisão principal continua dependendo do padrão da lesão, estabilidade do joelho, sintomas e objetivos funcionais.
Os resultados tendem a ser discutidos com maior frequência em pacientes que apresentam:
artrose leve ou moderada;
dor persistente apesar de cuidados conservadores;
capacidade de participar de fisioterapia;
ausência de deformidade articular muito avançada;
expectativa realista;
diagnóstico compatível com a infiltração;
ausência de contraindicações relevantes.
A orientação da AAPM&R publicada em abril de 2026 destaca a consideração do PRP para artrose leve ou moderada sintomática após falha do cuidado conservador. (www.aapmr.org)
O PRP não deve ser automaticamente oferecido como primeira medida a todo paciente que apresenta dor no joelho.
A resposta pode ser menos previsível quando existe:
artrose muito avançada;
deformidade significativa;
perda extensa do espaço articular;
instabilidade mecânica importante;
desalinhamento relevante;
dor causada por outro problema não identificado;
ruptura estrutural que exige correção;
limitação funcional muito avançada;
doença inflamatória sistêmica sem controle;
expectativa de “refazer a cartilagem”.
Em artrose avançada, o paciente pode até perceber algum alívio, mas a possibilidade de benefício tende a ser menos previsível e o procedimento não corrige a deformidade ou o desgaste estrutural.
A indicação precisa considerar se o objetivo é realista e se existem alternativas mais adequadas.
Em geral, não deve substituir a abordagem inicial baseada em diagnóstico, educação, adequação de carga e reabilitação.
Antes da infiltração, podem ser considerados:
fisioterapia;
fortalecimento;
exercícios aeróbicos adaptados;
controle de peso quando indicado;
mudanças temporárias nas atividades;
medicamentos;
tratamento de fatores biomecânicos;
correção de técnica esportiva;
outras infiltrações em situações selecionadas.
O consenso de especialistas sobre PRP considera mais apropriado discutir o procedimento depois de tentativas conservadoras, e não como tratamento automático de primeira linha para qualquer artrose.
A decisão começa pela identificação da causa da dor.
A consulta pode incluir:
local exato do desconforto;
tempo de evolução;
presença de inchaço;
travamentos;
falseios;
histórico de trauma;
atividades esportivas;
limitações diárias;
tratamentos anteriores;
doenças associadas;
medicamentos em uso;
exame físico.
Podem ser necessários:
radiografias;
ressonância magnética;
ultrassonografia;
exames laboratoriais em situações específicas.
Nem todo paciente precisa realizar todos esses exames. A escolha depende da hipótese clínica.
Uma radiografia pode ser especialmente útil na avaliação de artrose, alinhamento e espaço articular. A ressonância pode ser indicada quando há suspeita de lesões meniscais, ligamentares, condrais ou outros diagnósticos.
Depois da coleta e do processamento do sangue, o material é aplicado no local definido.
Quando a indicação é intra-articular, a agulha é posicionada dentro da articulação do joelho.
O procedimento deve obedecer a cuidados como:
identificação correta do paciente;
técnica asséptica;
preparo apropriado do material;
documentação;
infraestrutura adequada;
descarte correto;
orientação pós-procedimento.
Em julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução CFM nº 2.464/2026, regulamentando o PRP como procedimento médico adjuvante para condições osteomusculares específicas. A norma reforça segurança, técnica asséptica, infraestrutura mínima e controle documental. (Gov.br)
A Anvisa também estabelece orientações técnicas e sanitárias para produção e uso terapêutico do PRP em serviços de saúde. (Serviços e Informações do Brasil)
Não existe um número universal.
Os estudos utilizam protocolos variados, incluindo:
aplicação única;
duas aplicações;
três aplicações;
intervalos diferentes;
volumes e preparações distintos.
A decisão pode considerar:
diagnóstico;
estágio da artrose;
protocolo utilizado;
resposta anterior;
tolerância;
custo;
evidências disponíveis.
Um número maior de sessões não garante resultado melhor para todos.
O plano deve ser informado previamente, incluindo o motivo da escolha e os critérios para reavaliar a resposta.
Geralmente, o efeito não deve ser esperado como imediato.
É possível ocorrer dor ou sensação de inflamação temporária nos primeiros dias. A melhora, quando acontece, tende a ser gradual.
O acompanhamento deve avaliar:
intensidade da dor;
rigidez;
capacidade de caminhar;
subir escadas;
sentar e levantar;
realizar exercícios;
retornar ao esporte;
necessidade de medicamentos.
A resposta varia. Alguns pacientes percebem melhora relevante, outros observam benefício parcial e alguns não apresentam resposta clínica suficiente.
Não há garantia.
Em alguns pacientes, o controle dos sintomas pode permitir adiar uma decisão cirúrgica ou manter tratamento conservador por mais tempo.
Entretanto, o PRP não corrige:
deformidades;
instabilidade ligamentar relevante;
ruptura mecânica importante;
bloqueio articular;
desalinhamento acentuado;
artrose terminal.
A necessidade de cirurgia deve ser discutida conforme diagnóstico, função, progressão, resposta aos tratamentos e objetivos do paciente.
Como é a recuperação depois da aplicação? - [Tratamento com PRP para Dor no Joelho em Balneário Camboriú]
As orientações variam conforme o procedimento e o paciente.
Podem incluir:
redução temporária de atividades intensas;
uso de gelo se orientado;
retomada gradual dos exercícios;
cuidados com o local da aplicação;
observação de sinais de infecção;
retorno para reavaliação.
Dor leve ou moderada nos primeiros dias pode ocorrer.
O paciente deve procurar orientação diante de:
febre;
vermelhidão progressiva;
calor intenso;
inchaço importante;
dor incapacitante;
secreção;
dificuldade acentuada para movimentar o joelho;
sintomas que pioram continuamente.
Sim, houve uma atualização importante em 2026.
A Resolução CFM nº 2.464, de 2 de julho de 2026, regulamentou o PRP como procedimento médico adjuvante no tratamento de condições osteomusculares específicas. (Gov.br)
A norma substitui o cenário anterior em que o uso médico estava restrito à experimentação clínica pela Resolução CFM nº 2.128/2015. A nova regulamentação exige indicação, consentimento, técnica adequada, rastreabilidade e condições de segurança. (
Especialista em cirurgia do joelho em Balneário Camboriú
Se você está buscando cirurgia de joelho em Balneário Camboriú, é porque provavelmente já sente dor, instabilidade ou limitação nos movimentos.
O Dr. Celso Dellagiustina Filho é ortopedista especialista em cirurgia do joelho em Balneário Camboriú – SC, com atuação no diagnóstico e tratamento de lesões como ligamento cruzado anterior (LCA) e lesão de menisco. Realiza procedimentos modernos como infiltrações articulares com ácido hialurônico, terapias regenerativas e tratamentos minimamente invasivos para dor no joelho. Sua atuação focada em:
O atendimento é direcionado para pacientes que buscam diagnóstico preciso e decisão segura entre cirurgia ou tratamento sem cirurgia.
Quando a cirurgia do joelho é indicada?
A cirurgia do joelho é recomendada quando tratamentos conservadores — como fisioterapia, medicamentos ou infiltrações — não conseguem aliviar a dor ou restaurar a função da articulação.
Os principais casos incluem:
Tipos de cirurgia do joelho
A escolha da técnica depende do diagnóstico, idade, nível de atividade e objetivos do paciente.
Artroscopia de joelho
Procedimento minimamente invasivo, realizado com pequenas incisões e câmera. Indicado para:
Reconstrução do LCA
Cirurgia para restaurar a estabilidade do joelho após ruptura do ligamento cruzado anterior, comum em atletas e pessoas fisicamente ativas.
Cirurgia de menisco
Pode envolver sutura ou remoção parcial do menisco lesionado, dependendo do tipo de lesão.
Prótese de joelho
Indicada em casos avançados de artrose, quando há desgaste significativo da articulação e dor intensa.
Como é a recuperação da cirurgia do joelho?
O tempo de recuperação varia conforme o tipo de cirurgia:
Pacientes que seguem corretamente o protocolo de reabilitação tendem a retornar com segurança às atividades.
Agende sua avaliação em Balneário Camboriú
Se você sente dor no joelho, já teve lesão ou recebeu indicação cirúrgica, o próximo passo é uma avaliação especializada. Agende sua consulta com o Dr. Celso Dellagiustina Filho e entenda qual é o melhor tratamento para o seu caso.