O tratamento do refluxo gastroesofágico em Niterói pode combinar mudanças de hábitos, controle do peso, medicamentos e, em casos selecionados, procedimentos. A avaliação define a causa.
Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói: Como Controlar a Azia e Investigar a Causa
Sentir queimação depois de comer, perceber um líquido amargo voltando à boca ou precisar dormir quase sentado para evitar o desconforto são sinais frequentemente associados ao refluxo. Quando isso acontece repetidamente, o paciente pode começar a reduzir refeições, evitar compromissos noturnos ou utilizar medicamentos por conta própria durante meses.
Embora episódios ocasionais possam surgir depois de refeições volumosas, a repetição dos sintomas ou a presença de complicações pode indicar doença do refluxo gastroesofágico, também conhecida como DRGE.
A condição não ocorre simplesmente porque o estômago “produz ácido demais”. Na maioria das vezes, está relacionada ao retorno do conteúdo gástrico para o esôfago devido a falhas na barreira antirrefluxo, além de fatores como hérnia de hiato, excesso de peso, pressão abdominal, esvaziamento gástrico e hábitos individuais. (GI Webfiles)
Em Niterói, a Dra. Thamara Almeida realiza avaliação gastroenterológica de pacientes com azia, regurgitação, desconforto digestivo e sintomas que persistem mesmo após tentativas de tratamento. A consulta busca definir se o quadro é realmente refluxo, identificar sinais de complicação e escolher uma estratégia adequada, evitando tanto o uso indefinido de medicamentos sem acompanhamento quanto a realização indiscriminada de exames.
O que é refluxo gastroesofágico? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
Refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago.
Esse fenômeno pode acontecer ocasionalmente em pessoas saudáveis, especialmente após refeições grandes. O diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico é considerado quando o retorno do conteúdo gástrico causa sintomas incômodos recorrentes ou provoca complicações ao longo do tempo. (Instituto Nacional de Diabetes)
O conteúdo refluído pode incluir:
ácido;
alimentos;
líquidos;
secreções digestivas;
conteúdo não ácido.
Por isso, embora a expressão “refluxo ácido” seja comum, nem todo episódio de refluxo apresenta elevada acidez. (American College of Gastroenterology)
Refluxo, azia e DRGE são a mesma coisa? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
Não exatamente.
Refluxo é o movimento do conteúdo gástrico em direção ao esôfago.
Azia é a sensação de queimação atrás do osso do peito.
DRGE é a doença caracterizada por sintomas recorrentes e incômodos ou por complicações causadas pelo refluxo.
Uma pessoa pode apresentar refluxo sem sentir azia. Também pode sentir queimação no peito por outras causas, incluindo hipersensibilidade esofágica, distúrbios motores ou doenças cardíacas.
Quais são os sintomas do refluxo?
Os sintomas mais característicos são:
azia;
regurgitação;
gosto ácido ou amargo na boca;
queimação atrás do peito;
piora após refeições;
piora ao deitar;
retorno de alimentos ou líquidos;
desconforto na parte superior do abdome.
Azia e regurgitação são consideradas as manifestações mais comuns da doença do refluxo. (Instituto Nacional de Diabetes)
Outros sintomas que podem aparecer incluem:
dor no peito;
dificuldade para engolir;
sensação de alimento parado;
tosse;
rouquidão;
pigarro;
dor de garganta;
sensação de globo na garganta;
desgaste dentário;
piora de sintomas respiratórios em pacientes selecionados.
Esses sintomas não são exclusivos do refluxo. Tosse, rouquidão e pigarro, por exemplo, podem ter causas respiratórias, alérgicas, funcionais ou relacionadas ao uso da voz.
Refluxo pode causar dor no peito? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
Pode, mas dor no peito nunca deve ser atribuída automaticamente ao refluxo.
Doenças cardíacas podem produzir sintomas semelhantes à azia. Dor em pressão ou aperto, especialmente quando associada a falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou irradiação para braço, costas ou mandíbula, exige avaliação de urgência.
Somente depois de causas cardiovasculares relevantes serem avaliadas é que o refluxo pode ser considerado como explicação para a dor torácica.
Por que o refluxo acontece? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
Entre o esôfago e o estômago existe uma região que atua como barreira contra o retorno do conteúdo gástrico. Essa barreira envolve o esfíncter esofágico inferior e o diafragma.
O refluxo pode ser favorecido quando essa proteção funciona de maneira inadequada ou quando a pressão sobre o estômago aumenta. (GI Webfiles)
Entre os fatores associados estão:
relaxamentos inadequados do esfíncter esofágico;
hérnia de hiato;
excesso de peso;
gestação;
refeições volumosas;
deitar logo após comer;
determinados medicamentos;
tabagismo;
atraso do esvaziamento gástrico em pacientes selecionados;
aumento da pressão abdominal.
Ter um desses fatores não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá DRGE. A investigação precisa considerar a combinação entre sintomas, frequência, resposta ao tratamento e achados objetivos.
Hérnia de hiato causa refluxo? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
A hérnia de hiato ocorre quando uma parte do estômago se desloca através da abertura do diafragma.
Ela pode enfraquecer a barreira antirrefluxo e favorecer o retorno do conteúdo gástrico. Entretanto:
nem toda pessoa com hérnia de hiato possui refluxo;
nem todo paciente com refluxo possui hérnia de hiato;
pequenas hérnias podem não causar sintomas;
o tamanho da hérnia não é o único fator que determina a gravidade do quadro.
O tratamento deve ser definido pela repercussão clínica, e não apenas pela presença da hérnia em um exame.
Como é feito o diagnóstico do refluxo? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
Em muitos pacientes com azia e regurgitação típicas, sem sinais de alerta, o diagnóstico inicial pode ser baseado na história clínica e na resposta a um período de tratamento.
O NIDDK informa que, na maioria dos casos, os médicos começam avaliando sintomas e histórico. Exames são considerados quando há suspeita de complicação, possibilidade de outro diagnóstico ou falta de resposta ao tratamento inicial. (Instituto Nacional de Diabetes)
Durante a consulta, podem ser avaliados:
frequência dos sintomas;
duração;
relação com as refeições;
piora ao deitar;
dificuldade para engolir;
perda de peso;
medicamentos utilizados;
resposta a tratamentos anteriores;
consumo de álcool e tabaco;
histórico familiar;
presença de tosse, rouquidão ou dor torácica;
impacto sobre o sono e a alimentação.
Nem toda pessoa com azia precisa realizar todos os exames disponíveis.
Quando a endoscopia é indicada? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
A endoscopia digestiva alta permite observar o esôfago, o estômago e o início do intestino delgado. Também possibilita a realização de biópsias quando necessário.
Ela pode ser indicada para:
investigar dificuldade para engolir;
avaliar sangramento;
investigar anemia;
esclarecer perda de peso;
avaliar vômitos persistentes;
verificar esofagite;
pesquisar estreitamentos;
investigar esôfago de Barrett;
avaliar diagnósticos alternativos;
investigar sintomas que persistem apesar do tratamento.
O NIDDK destaca que a endoscopia pode ser utilizada para verificar complicações do refluxo e outras doenças que provocam manifestações semelhantes. (Instituto Nacional de Diabetes)
O que são pHmetria e impedanciopHmetria? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
A pHmetria mede a exposição do esôfago ao ácido durante um determinado período.
A impedanciopHmetria consegue identificar tanto episódios ácidos quanto não ácidos e avaliar se eles possuem relação temporal com os sintomas.
Esses exames podem ser considerados quando:
o diagnóstico não está comprovado;
a endoscopia é normal e há dúvida clínica;
os sintomas persistem apesar do tratamento;
há planejamento de procedimento antirrefluxo;
é necessário avaliar regurgitação ou sintomas atípicos;
existe suspeita de refluxo não ácido.
A diretriz do American College of Gastroenterology define o refluxo de forma objetiva pela presença de lesão característica na endoscopia ou pela demonstração de exposição esofágica anormal em monitorização apropriada. (GI Webfiles)
O que é manometria esofágica? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
A manometria avalia a força e a coordenação das contrações do esôfago, além do funcionamento dos esfíncteres.
Ela não é usada isoladamente para confirmar refluxo. Pode ser indicada para:
investigar dificuldade para engolir;
identificar distúrbios da motilidade;
posicionar corretamente sensores de pHmetria;
avaliar o esôfago antes de cirurgia antirrefluxo;
diferenciar refluxo de outras condições.
Como é feito o tratamento do refluxo gastroesofágico? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
O tratamento pode combinar:
mudanças de hábitos;
ajustes alimentares individualizados;
perda de peso quando indicada;
medicamentos;
acompanhamento da resposta;
investigação adicional;
cirurgia ou procedimentos em casos selecionados.
O objetivo é:
controlar os sintomas;
cicatrizar a esofagite quando presente;
prevenir complicações;
melhorar o sono e a alimentação;
utilizar a menor intensidade terapêutica capaz de manter o controle adequado.
O NIDDK reconhece mudanças de estilo de vida, medicamentos e cirurgia entre as possibilidades terapêuticas para a doença do refluxo. (Instituto Nacional de Diabetes)
Quais mudanças de hábitos podem ajudar? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
a. Evitar deitar logo após comer
Pacientes com sintomas noturnos podem se beneficiar de um intervalo de aproximadamente três horas entre a última refeição e o momento de deitar.
Esse intervalo precisa ser adaptado à rotina, às necessidades nutricionais e ao horário de sono.
b. Ajustar o volume das refeições
Refeições muito volumosas podem aumentar a pressão dentro do estômago e facilitar a regurgitação.
Em alguns casos, é melhor distribuir a alimentação em porções menores sem criar restrições excessivas.
c. Elevar a cabeceira da cama
Para pacientes com refluxo noturno, elevar a cabeceira pode reduzir os episódios durante o sono.
Empilhar apenas travesseiros pode dobrar o corpo e não produzir o mesmo efeito. A elevação deve envolver a parte superior da cama ou utilizar uma estrutura em cunha.
d. Reduzir o peso quando indicado
Em pessoas com sobrepeso ou obesidade, a redução de peso pode melhorar os sintomas ao diminuir a pressão abdominal.
As recomendações alimentares do NIDDK incluem perda de peso quando necessária e evitar deitar após refeições. (Instituto Nacional de Diabetes)
e. Evitar tabagismo
O tabagismo pode prejudicar mecanismos de proteção e contribuir para sintomas digestivos, além de produzir diversos outros riscos à saúde.
f. Dormir preferencialmente sobre o lado esquerdo
Em alguns pacientes com sintomas noturnos, deitar sobre o lado esquerdo pode reduzir a exposição do esôfago ao conteúdo gástrico. A resposta varia individualmente.
Quais alimentos pioram o refluxo? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
Não existe uma lista universal de alimentos proibidos.
Alguns pacientes relatam piora com:
refeições muito gordurosas;
álcool;
café;
chocolate;
hortelã;
alimentos ácidos;
tomate;
frutas cítricas;
pimenta;
bebidas gaseificadas;
grandes volumes de líquido durante as refeições.
O NIDDK orienta que pessoas com refluxo observem quais alimentos e bebidas agravam seus próprios sintomas, em vez de presumir que todos os gatilhos afetam todos os pacientes. (Instituto Nacional de Diabetes)
A retirada deve ser dirigida por uma relação reproduzível entre alimento e manifestação. Excluir vários grupos sem necessidade pode reduzir a variedade alimentar sem melhorar o quadro.
Quais medicamentos são usados no refluxo? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
Antiácidos
Neutralizam temporariamente a acidez e podem aliviar manifestações ocasionais.
Não são suficientes para tratar esofagite importante ou sintomas persistentes. O uso frequente exige avaliação médica.
Alginatos
Formam uma barreira física que ajuda a reduzir o retorno do conteúdo gástrico em alguns pacientes, especialmente após refeições.
Bloqueadores dos receptores H2
Diminuem a produção de ácido e podem ser usados em situações selecionadas. Seu efeito pode diminuir com o uso diário contínuo.
Inibidores da bomba de prótons
Os inibidores da bomba de prótons, conhecidos como IBPs, são os medicamentos mais utilizados para controle da acidez e cicatrização da esofagite. Entre os exemplos estão omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e lansoprazol.
Os IBPs são considerados mais eficazes para cicatrizar a esofagite e controlar sintomas frequentes do que medicamentos com menor potência de supressão ácida. (GI Webfiles)
A escolha do medicamento, da dose e da duração deve ser feita de acordo com o diagnóstico e a gravidade.
O que fazer quando o refluxo não melhora? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
Antes de classificar o quadro como refluxo resistente, é necessário verificar:
se o diagnóstico está correto;
se o medicamento é tomado no horário adequado;
se a dose é suficiente;
se há adesão ao tratamento;
se existem sintomas noturnos;
se ocorre regurgitação, e não apenas azia;
se há outra doença do esôfago;
se os sintomas são causados por refluxo não ácido;
se existe hipersensibilidade esofágica;
se a queimação é funcional;
se há distúrbio motor.
Azia funcional pode produzir sintomas semelhantes aos do refluxo, mas sem exposição ácida anormal ou associação consistente entre os episódios de refluxo e a queimação. Ela deve ser considerada especialmente quando os sintomas persistem apesar de tratamento adequado. (Gastro Journal)
Quando a cirurgia para refluxo é considerada? - [Tratamento do Refluxo Gastroesofágico em Niterói]
A cirurgia ou outro procedimento antirrefluxo pode ser discutido quando existe comprovação objetiva da doença e situações como:
regurgitação persistente;
hérnia de hiato relevante;
resposta incompleta apesar de tratamento otimizado;
A Dra. Thamara Almeida é gastroenterologista em Niterói (RJ), formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica e Gastroenterologia pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ).
Atua com foco na investigação e no tratamento da Disbiose Intestinal, alterações da microbiota intestinal, SIBO (Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado), IMO (Supercrescimento Metanogênico Intestinal) e outros distúrbios funcionais do aparelho digestivo. Seu atendimento é direcionado a pacientes com sintomas como estufamento abdominal, excesso de gases, dor abdominal, alterações do hábito intestinal e desconforto digestivo persistente, sempre com avaliação individualizada e baseada em evidências científicas.
Sua missão em Niterói é oferecer um atendimento humanizado e detalhista, olhando para o paciente de forma global para restabelecer a harmonia do sistema digestivo e a vitalidade do corpo.