O tratamento da intolerância alimentar em Niterói depende do componente envolvido e pode incluir ajuste da quantidade, substituições, enzimas e tratamento da causa associada.
Quando comer passa a ser seguido por estufamento, gases, cólicas ou diarreia, é natural tentar descobrir qual alimento está causando o problema. Muitas pessoas começam retirando o leite, depois o glúten, as frutas, o feijão e outros grupos, até perceberem que sua alimentação se tornou limitada e que os sintomas continuam.
Isso acontece porque nem todo desconforto após as refeições representa uma intolerância específica. Síndrome do intestino irritável, constipação, SIBO, doença celíaca, alterações da microbiota e sensibilidade aumentada do intestino podem produzir manifestações semelhantes.
Mesmo quando existe uma intolerância confirmada, o tratamento nem sempre exige exclusão completa e permanente. Na intolerância à lactose, por exemplo, muitas pessoas conseguem consumir alguma quantidade de lactose sem desenvolver sintomas, dependendo da dose, do alimento e da forma de consumo. (Instituto Nacional de Diabetes)
Em Niterói, a Dra. Thamara Almeida atua na investigação de sintomas digestivos persistentes, intolerâncias alimentares, alterações da microbiota, SIBO, IMO e distúrbios funcionais do aparelho digestivo. A proposta do acompanhamento é identificar o mecanismo predominante e construir um plano que controle os sintomas preservando a maior variedade alimentar possível.
Intolerâncias alimentares são reações adversas relacionadas à digestão, à absorção ou ao metabolismo de determinados componentes dos alimentos.
Diferentemente das alergias alimentares, elas não envolvem necessariamente uma reação imunológica imediata.
A intolerância pode ocorrer quando:
há produção insuficiente de uma enzima;
determinado carboidrato não é completamente absorvido;
a quantidade consumida ultrapassa a tolerância individual;
existe fermentação intestinal aumentada;
o intestino apresenta maior sensibilidade;
outra doença digestiva interfere na digestão ou na absorção.
O exemplo mais conhecido é a intolerância à lactose. Ela ocorre quando a baixa atividade da enzima lactase provoca má absorção da lactose, podendo gerar estufamento, gases, diarreia, náusea e dor abdominal. (Instituto Nacional de Diabetes)
Não.
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Intolerância alimentar |
Alergia alimentar |
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Geralmente envolve digestão, absorção ou metabolismo |
Envolve resposta do sistema imunológico |
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Costuma causar gases, distensão, cólicas ou diarreia |
Pode causar urticária, inchaço, vômitos, chiado e anafilaxia |
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Pode depender da quantidade consumida |
Pequenas quantidades podem causar reações importantes |
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Algumas pessoas toleram pequenas porções |
A exclusão rigorosa pode ser necessária |
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A investigação costuma ser gastroenterológica |
A avaliação deve envolver alergista quando há suspeita imunológica |
Testes cutâneos e dosagem de IgE específica podem fazer parte da investigação de alergias verdadeiras, mas devem ser direcionados pela história clínica. Resultados positivos isolados podem não comprovar que o alimento cause sintomas. (AAAAI Educação)
Dificuldade para respirar, inchaço de língua ou garganta, queda de pressão ou reação rápida após um alimento exigem atendimento emergencial.
É causada pela dificuldade de digerir completamente a lactose, o açúcar natural do leite.
Pode provocar:
gases;
estufamento;
cólicas;
diarreia;
náusea;
ruídos intestinais.
A intensidade depende da quantidade ingerida e da tolerância individual. Muitas pessoas não precisam excluir completamente todos os laticínios. (Instituto Nacional de Diabetes)
A frutose é um açúcar encontrado em frutas, mel e diversos produtos industrializados.
Quando sua absorção é limitada, pode ocorrer fermentação intestinal com:
distensão;
gases;
dor;
diarreia;
urgência.
A tolerância pode variar conforme a dose, o alimento e a combinação com outros carboidratos.
FODMAPs são carboidratos fermentáveis presentes em diferentes grupos alimentares.
Em pessoas com síndrome do intestino irritável ou hipersensibilidade visceral, podem contribuir para:
aumento de gases;
distensão;
dor;
diarreia;
alteração das evacuações.
Isso não significa que o paciente tenha intolerância permanente a todos esses alimentos. Quando uma dieta com redução de FODMAPs é indicada, ela deve ser temporária e seguida de reintrodução gradual. (Nice)
Sintomas depois do consumo de trigo podem estar relacionados a diferentes condições:
doença celíaca;
alergia ao trigo;
sensibilidade não celíaca;
reação aos fructanos;
síndrome do intestino irritável.
Essas condições não possuem o mesmo tratamento. A doença celíaca, por exemplo, é uma doença imunomediada e costuma ser investigada por exames de sangue e, quando necessário, biópsia do intestino delgado. (Instituto Nacional de Diabetes)
Retirar o glúten antes da investigação pode prejudicar a precisão dos exames.
A identificação começa pela relação entre:
alimento consumido;
quantidade;
horário;
intervalo até os sintomas;
repetição da reação;
padrão das evacuações;
presença de outras condições digestivas.
Um diário alimentar pode registrar:
refeições;
porções aproximadas;
sintomas;
intensidade;
frequência e aparência das fezes;
medicamentos;
consumo de álcool;
ciclo menstrual;
nível de estresse.
O objetivo não é vigiar obsessivamente cada alimento, mas identificar padrões reproduzíveis.
Sintomas que aparecem apenas uma vez podem estar relacionados a excesso alimentar, infecção transitória, constipação, álcool, combinação de alimentos ou outras causas.
O tratamento costuma seguir quatro etapas:
confirmar se existe uma relação consistente entre alimento e sintoma;
identificar o mecanismo provável;
reduzir temporariamente o componente suspeito;
reintroduzir e determinar a quantidade tolerada.
A conduta pode incluir:
ajuste das porções;
redução temporária do alimento;
substituições nutricionais;
escolha de produtos com menor teor do componente;
uso de enzimas em situações específicas;
tratamento da doença digestiva associada;
reintrodução gradual;
acompanhamento nutricional;
monitoramento dos sintomas.
O tratamento deve ser proporcional ao problema. Retirar vários grupos alimentares sem diagnóstico pode causar deficiência nutricional, perda de peso e medo de comer.
Nem sempre.
A necessidade de exclusão depende do diagnóstico.
Na intolerância à lactose, muitas pessoas conseguem tolerar:
pequenas porções;
produtos com baixo teor de lactose;
alimentos sem lactose;
queijos maturados;
lactose consumida junto a outras refeições;
uso de lactase em situações específicas.
O NIDDK destaca que a maioria das pessoas com intolerância à lactose pode consumir alguma quantidade sem apresentar sintomas e que mudanças alimentares devem preservar nutrientes como cálcio e vitamina D. (Instituto Nacional de Diabetes)
Em contrapartida, pessoas com doença celíaca precisam de exclusão rigorosa do glúten após a confirmação diagnóstica.
Por isso, generalizar o mesmo tratamento para todas as reações alimentares é inadequado.
O plano pode incluir:
redução da quantidade de lactose;
uso de leite e derivados sem lactose;
escolha de alimentos naturalmente com menor teor;
distribuição das porções;
uso de enzima lactase;
avaliação da ingestão de cálcio e vitamina D;
investigação de causas secundárias.
Produtos de lactase podem ajudar algumas pessoas a digerir a lactose quando usados conforme orientação. (Instituto Nacional de Diabetes)
A intolerância pode ser secundária a alterações do intestino delgado, como doença celíaca, infecção ou outras condições. Nesses casos, tratar a causa pode melhorar a tolerância.
O tratamento não costuma significar retirar todas as frutas.
Pode envolver:
identificação das fontes mais relacionadas aos sintomas;
redução da quantidade por refeição;
ajuste de bebidas adoçadas;
avaliação de xaropes e produtos industrializados;
combinação mais adequada dos alimentos;
reintrodução das fontes toleradas;
investigação de SII ou SIBO quando necessário.
A capacidade de absorção varia. Uma quantidade pequena pode ser bem tolerada, enquanto uma dose maior pode causar sintomas.
Testes respiratórios podem investigar a má absorção de carboidratos como:
lactose;
frutose.
Também podem ser utilizados para avaliar SIBO com substratos específicos.
O paciente ingere uma solução e realiza coletas periódicas do ar expirado. O exame mede gases como hidrogênio e metano produzidos pela fermentação. (American College of Gastroenterology)
O resultado precisa ser correlacionado aos sintomas.
Um teste positivo sem sintomas durante o exame pode representar má absorção sem intolerância clínica relevante. Além disso, preparo inadequado, trânsito intestinal e SIBO podem interferir na interpretação.
Em muitos casos, sim.
A reintrodução ajuda a determinar:
se o alimento realmente causa sintomas;
qual quantidade é tolerada;
se a reação depende da combinação;
se o problema melhorou após tratamento da causa;
se a exclusão ainda é necessária.
Ela deve ser gradual e planejada.
Quando existe suspeita de alergia verdadeira, a reintrodução não deve ser realizada em casa sem orientação. Testes de provocação para alergia são conduzidos em ambiente médico devido ao risco de reações graves. (AAAAI)
O tempo varia conforme:
tipo de intolerância;
causa;
intensidade dos sintomas;
extensão das restrições;
presença de SIBO ou SII;
estado nutricional;
resposta à reintrodução;
existência de doença associada.
Algumas pessoas precisam apenas de ajustes pontuais. Outras necessitam de investigação e acompanhamento mais prolongados.
A evolução deve ser medida não apenas pela ausência de sintomas, mas também pela capacidade de:
ampliar a alimentação;
manter o peso;
reduzir o medo de comer;
evitar crises intensas;
participar de refeições sociais;
preservar o estado nutricional.
A avaliação pode ser indicada quando há:
sintomas recorrentes depois das refeições;
suspeita de intolerância à lactose;
gases ou estufamento persistentes;
diarreia associada a alimentos;
reação a vários grupos alimentares;
dieta cada vez mais restritiva;
resultado de painel de IgG;
dúvida sobre teste respiratório;
falta de melhora com produtos sem lactose;
suspeita de SIBO, SII ou doença celíaca;
perda de peso ou deficiência nutricional.
A consulta deve ajudar a distinguir entre intolerância verdadeira, má absorção, hipersensibilidade intestinal e outras doenças digestivas.
Se você começou a retirar alimentos por causa de estufamento, gases, cólicas ou alterações intestinais e ainda não compreendeu a origem dos sintomas, agende uma avaliação com a Dra. Thamara Almeida em Niterói.
A Dra. Thamara Almeida é gastroenterologista em Niterói (RJ), formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica e Gastroenterologia pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ).
Atua com foco na investigação e no tratamento da Disbiose Intestinal, alterações da microbiota intestinal, SIBO (Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado), IMO (Supercrescimento Metanogênico Intestinal) e outros distúrbios funcionais do aparelho digestivo. Seu atendimento é direcionado a pacientes com sintomas como estufamento abdominal, excesso de gases, dor abdominal, alterações do hábito intestinal e desconforto digestivo persistente, sempre com avaliação individualizada e baseada em evidências científicas.
Sua missão em Niterói é oferecer um atendimento humanizado e detalhista, olhando para o paciente de forma global para restabelecer a harmonia do sistema digestivo e a vitalidade do corpo.