O tratamento da síndrome do intestino irritável em Niterói pode combinar alimentação, medicamentos, hábitos e terapias do eixo intestino-cérebro, conforme os sintomas predominantes.
Dor abdominal recorrente, urgência para ir ao banheiro, constipação, diarreia, gases e estufamento podem transformar situações simples em fontes constantes de preocupação. O paciente começa a planejar trajetos de acordo com a localização dos banheiros, evita refeições fora de casa e retira cada vez mais alimentos da rotina.
Quando os exames não mostram uma lesão que explique a intensidade do desconforto, é comum ouvir que “não há nada”. Essa interpretação é inadequada. A síndrome do intestino irritável é uma condição reconhecida, capaz de comprometer alimentação, trabalho, sono, relações sociais e qualidade de vida, mesmo sem causar inflamação ou dano estrutural visível no intestino. Ela é atualmente compreendida como um distúrbio da interação intestino-cérebro.
A dor e as alterações intestinais podem ser influenciadas por motilidade, sensibilidade visceral, alimentação, microbiota e comunicação entre o sistema digestivo e o sistema nervoso. Isso não significa que os sintomas sejam imaginários ou “apenas emocionais”.
Em Niterói, a Dra. Thamara Almeida atua na investigação e no tratamento de distúrbios funcionais digestivos, alterações da microbiota, SIBO e IMO. Sua abordagem considera o padrão intestinal, os alimentos relacionados aos sintomas, o histórico clínico e os fatores que podem intensificar as crises, evitando tratamentos genéricos e restrições desnecessárias.
A síndrome do intestino irritável, também chamada de SII, é um conjunto de sintomas que inclui dor abdominal recorrente associada a alterações das evacuações.
Essas mudanças podem envolver:
diarreia;
constipação;
alternância entre diarreia e constipação;
modificação da consistência das fezes;
mudança na frequência das evacuações;
urgência;
sensação de evacuação incompleta.
A SII não é definida somente pela presença de gases, estufamento ou intestino irregular. A dor abdominal relacionada às evacuações e às mudanças do hábito intestinal ocupa posição central no diagnóstico.
A síndrome costuma ser classificada conforme o padrão predominante das fezes.
Predominam fezes endurecidas, evacuação difícil, esforço e sensação de esvaziamento incompleto.
Predominam fezes amolecidas ou aquosas, aumento da frequência e possível urgência evacuatória.
O paciente alterna períodos de constipação e diarreia.
Os sintomas são compatíveis com a síndrome, mas o padrão das fezes não permite enquadramento claro nos demais subtipos.
Essa classificação é importante porque a escolha de fibras, medicamentos e estratégias alimentares depende do sintoma predominante.
Os sintomas podem variar em intensidade e frequência.
Entre os mais comuns estão:
dor ou cólica abdominal;
estufamento;
distensão visível;
excesso de gases;
diarreia;
constipação;
alternância do hábito intestinal;
urgência para evacuar;
muco nas fezes;
sensação de evacuação incompleta;
piora após determinados alimentos;
melhora ou modificação da dor depois de evacuar.
Algumas pessoas também relatam náusea, fadiga, dor nas costas, sintomas urinários e sensação de abdome tenso. Nenhum desses achados isoladamente confirma o diagnóstico.
Sim. A dor abdominal recorrente é um dos elementos centrais da síndrome do intestino irritável.
Ela pode ser descrita como:
cólica;
aperto;
pontada;
queimação;
pressão;
desconforto difuso.
A dor pode mudar de localização e apresentar relação com alimentação, gases e evacuação. Em alguns pacientes, melhora depois de ir ao banheiro; em outros, muda de intensidade ou surge junto à urgência.
Na SII, o intestino pode apresentar maior sensibilidade a distensão e movimentos que seriam pouco percebidos por outras pessoas. Esse fenômeno é chamado de hipersensibilidade visceral e faz parte da interação entre o intestino e o sistema nervoso.
Dor persistente, progressiva, localizada sempre no mesmo ponto ou acompanhada de sinais de alerta exige investigação de outras causas.
Síndrome do intestino irritável e doença inflamatória intestinal são condições diferentes.
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Característica |
Síndrome do Intestino Irritável |
Doença Inflamatória Intestinal |
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Natureza |
Distúrbio da interação intestino-cérebro |
Doença inflamatória orgânica |
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Principais exemplos |
SII com constipação, diarreia ou padrão misto |
Doença de Crohn e retocolite ulcerativa |
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Lesão intestinal visível |
Não é característica da síndrome |
Pode haver inflamação, úlceras e dano tecidual |
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Sangue nas fezes |
Não deve ser atribuído automaticamente à SII |
Pode ocorrer |
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Exames inflamatórios |
Geralmente não indicam inflamação intestinal |
Podem estar alterados |
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Tratamento |
Alimentação, hábitos, medicamentos sintomáticos e terapias do eixo intestino-cérebro |
Medicamentos anti-inflamatórios, imunomoduladores, biológicos e, em alguns casos, cirurgia |
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Risco de complicações estruturais |
A SII não causa destruição intestinal |
Podem ocorrer estenoses, fístulas e outras complicações |
Os sintomas podem se sobrepor, especialmente dor abdominal e diarreia. Por isso, pacientes com sinais de inflamação, sangramento, perda de peso ou anemia precisam de investigação apropriada antes que os sintomas sejam classificados como SII.
A diretriz do American College of Gastroenterology recomenda testes para doença celíaca em pacientes com SII e diarreia e sugere marcadores inflamatórios, como proteína C reativa e calprotectina fecal, em pacientes sem sinais de alerta quando é necessário afastar doença inflamatória intestinal.
A comunicação entre intestino e cérebro acontece em duas direções. Mudanças no funcionamento intestinal podem afetar o bem-estar emocional, enquanto estresse, ansiedade e estados de alerta podem alterar sensibilidade, motilidade e percepção da dor.
Isso explica por que algumas pessoas apresentam piora durante:
períodos de estresse;
conflitos;
mudanças importantes;
privação de sono;
viagens;
ansiedade antecipatória;
medo de não encontrar um banheiro.
A relação não significa que a SII seja imaginária. A dor é real e resulta de alterações na forma como intestino e sistema nervoso processam estímulos.
Terapia cognitivo-comportamental, hipnoterapia direcionada ao intestino e outras intervenções psicológicas podem fazer parte do tratamento, especialmente quando ansiedade, medo dos sintomas e restrição da rotina contribuem para a persistência do quadro. Diretrizes e estudos reconhecem o benefício potencial das psicoterapias direcionadas ao eixo intestino-cérebro.
O diagnóstico é predominantemente clínico e pode ser estabelecido de forma positiva quando o padrão dos sintomas é compatível e não existem sinais que indiquem outra doença.
A avaliação inclui:
características da dor;
relação com evacuação;
frequência e aparência das fezes;
duração dos sintomas;
alimentos associados;
medicamentos em uso;
histórico familiar;
cirurgias;
infecções anteriores;
perda de peso;
presença de sangue;
exame físico.
Os critérios de Roma IV são frequentemente utilizados como referência. Eles consideram dor abdominal recorrente, em média pelo menos um dia por semana nos últimos três meses, associada a duas ou mais características:
relação com a evacuação;
mudança na frequência das fezes;
mudança na forma ou aparência das fezes.
Os sintomas devem ter começado pelo menos seis meses antes da avaliação. A aplicação desses critérios deve ser feita dentro do contexto clínico, e não como questionário isolado.
O NIDDK reforça que o diagnóstico envolve revisão dos sintomas, histórico médico e familiar e exame físico.
Os exames dependem do padrão dos sintomas.
Podem ser considerados:
hemograma;
marcadores inflamatórios;
sorologia para doença celíaca;
calprotectina fecal;
exames de fezes;
avaliação da tireoide em situações selecionadas;
colonoscopia;
endoscopia;
testes respiratórios;
exames de imagem.
Não existe um exame de sangue, fezes ou imagem que sozinho confirme a SII.
O objetivo dos testes é investigar diagnósticos alternativos quando o histórico, o subtipo ou os sinais clínicos indicam essa necessidade.
O tratamento deve ser orientado pelo subtipo predominante, pela intensidade dos sintomas e pelo impacto sobre a rotina.
Pode envolver:
explicação clara do diagnóstico;
identificação de fatores agravantes;
regularidade das refeições;
ajustes alimentares;
fibras selecionadas;
atividade física;
melhora do sono;
medicamentos para dor ou cólica;
tratamento da constipação;
tratamento da diarreia;
terapias do eixo intestino-cérebro;
acompanhamento nutricional;
revisão periódica da resposta.
Diretrizes recomendam individualizar a conduta de acordo com os sintomas e a situação psicossocial, combinando orientação, dieta, estilo de vida, medicamentos e, quando indicado, intervenções psicológicas.
Sim. A escolha depende dos sintomas predominantes.
Podem ser avaliados:
antiespasmódicos;
laxantes;
fibras;
medicamentos para diarreia;
neuromoduladores em doses específicas;
medicamentos aprovados para SII com constipação;
medicamentos voltados à SII com diarreia;
outras opções conforme o perfil do paciente.
Neuromoduladores podem ser utilizados para reduzir sensibilidade visceral e modular a transmissão da dor, mesmo quando o paciente não apresenta depressão. O nome do medicamento, a dose e a duração dependem do subtipo da SII, dos efeitos adversos possíveis e das condições associadas.
Não existe uma dieta única para todas as pessoas com intestino irritável.
O primeiro passo pode incluir:
manter horários regulares para as refeições;
comer com calma;
evitar longos períodos de jejum;
observar excesso de cafeína;
reduzir álcool quando relacionado às crises;
moderar bebidas gaseificadas;
avaliar alimentos muito gordurosos;
identificar adoçantes que aumentem diarreia ou gases;
adequar fibras ao subtipo intestinal;
evitar exclusões alimentares sem objetivo claro.
Um diário de sintomas pode ajudar a relacionar refeições, evacuações, dor, estresse e ciclo menstrual, sem transformar cada alimento consumido em suspeito.
A SII é geralmente considerada uma condição crônica, com períodos de melhora e recaída. Não existe uma cura única e definitiva aplicável a todos os pacientes.
Isso não significa que a pessoa precisará conviver sempre com sintomas intensos. Com diagnóstico adequado e tratamento individualizado, muitos pacientes conseguem:
diminuir as crises;
controlar a dor;
regular o intestino;
ampliar a alimentação;
reduzir o medo de comer;
trabalhar e viajar com mais segurança;
recuperar qualidade de vida.
A meta é construir controle sustentável, e não prometer que o paciente nunca mais apresentará sintomas.
A avaliação gastroenterológica pode ser indicada quando há:
dor abdominal recorrente;
diarreia ou constipação persistente;
alternância do hábito intestinal;
urgência;
estufamento frequente;
gases associados a dor;
medo de comer;
restrições alimentares progressivas;
sintomas relacionados à ansiedade;
dúvida entre SII, SIBO e disbiose;
falta de melhora com tratamentos anteriores;
sinais que exigem exclusão de outras doenças.
A consulta deve ajudar o paciente a compreender o diagnóstico, identificar o subtipo da síndrome e definir um plano possível de seguir no dia a dia.
Se a dor abdominal, o estufamento, a diarreia ou a constipação estão interferindo na sua alimentação, no trabalho ou na liberdade de sair de casa, agende uma avaliação com a Dra. Thamara Almeida em Niterói.
A consulta permite investigar se o padrão é compatível com síndrome do intestino irritável, afastar condições que exigem outro tratamento e construir uma estratégia individualizada para alimentação, funcionamento intestinal, dor e fatores do eixo intestino-cérebro.
A Dra. Thamara Almeida é gastroenterologista em Niterói (RJ), formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica e Gastroenterologia pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ).
Atua com foco na investigação e no tratamento da Disbiose Intestinal, alterações da microbiota intestinal, SIBO (Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado), IMO (Supercrescimento Metanogênico Intestinal) e outros distúrbios funcionais do aparelho digestivo. Seu atendimento é direcionado a pacientes com sintomas como estufamento abdominal, excesso de gases, dor abdominal, alterações do hábito intestinal e desconforto digestivo persistente, sempre com avaliação individualizada e baseada em evidências científicas.
Sua missão em Niterói é oferecer um atendimento humanizado e detalhista, olhando para o paciente de forma global para restabelecer a harmonia do sistema digestivo e a vitalidade do corpo.