Exames Pré-Cirurgia PRK em Florianópolis: Como a Córnea é Avaliada para Refrativa a Laser
Entenda quais Exames Pré Cirurgia PRK em Florianópolis podem fazer parte do planejamento da cirurgia refrativa a laser. Dra. Alena Tolentino Lopes | CRM 18740 · RQE: 13234.
Os exames pré-cirurgia PRK avaliam se o grau está estável, se a córnea apresenta formato e espessura adequados e se a superfície ocular está saudável. A avaliação pode incluir refração, topografia ou tomografia da córnea, paquimetria, análise do filme lacrimal e exame oftalmológico completo.
Muitos pacientes procuram a cirurgia para reduzir a dependência de óculos ou lentes de contato, mas nem todo olho está preparado para receber o laser imediatamente. Alterações discretas da córnea, olho seco e instabilidade do grau podem interferir na segurança e na previsibilidade do planejamento.
Em Florianópolis, a Dra. Alena Tolentino Lopes atua com cirurgia refrativa personalizada e doenças da córnea. Neste conteúdo, você entenderá quais exames podem ser utilizados antes do PRK e por que cada resultado precisa ser analisado em conjunto.
Por que os exames são necessários antes do PRK?
No PRK, o laser remodela a superfície anterior da córnea para corrigir miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Antes do procedimento, é necessário avaliar se essa remodelação pode ser realizada dentro de critérios adequados de segurança.
Os exames ajudam a:
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confirmar o grau que será tratado;
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verificar se a refração está estável;
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analisar o formato da córnea;
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medir sua espessura;
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procurar sinais de ceratocone ou outras irregularidades;
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calcular o tecido que será removido;
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avaliar a superfície ocular;
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identificar doenças que possam interferir no resultado;
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comparar PRK com outras possibilidades de correção.
A indicação não depende de um único número. Idade, grau, anatomia corneana, histórico ocular, sintomas e expectativas também fazem parte da decisão.
Como o grau e a qualidade da visão são avaliados?
A avaliação refrativa pode incluir:
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medida da visão sem correção;
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medida da visão com óculos;
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refração objetiva;
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refração subjetiva;
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refração sob cicloplegia;
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comparação com receitas anteriores;
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análise da estabilidade do grau;
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avaliação de visão noturna, halos e contraste em casos selecionados.
A estabilidade é importante porque mudanças recentes podem reduzir a previsibilidade da cirurgia. O histórico de receitas e exames anteriores ajuda a identificar essas variações.
Usuários de lentes de contato podem precisar interromper o uso antes das medições. As lentes podem alterar temporariamente o formato da córnea. O intervalo depende do tipo de lente e deve ser definido pela oftalmologista.
O que mostram a topografia e a tomografia da córnea?
A topografia cria um mapa da curvatura da superfície anterior da córnea. Ela ajuda a identificar:
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astigmatismo regular ou irregular;
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áreas mais curvas ou planas;
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deformações provocadas por lentes de contato;
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padrões suspeitos de ceratocone;
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irregularidades que podem afetar o tratamento.
A tomografia realiza uma análise tridimensional mais ampla. Além da superfície anterior, pode avaliar:
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superfície posterior;
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elevação corneana;
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distribuição da espessura;
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localização do ponto mais fino;
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assimetrias;
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sinais precoces de ectasia.
Uma córnea aparentemente normal no exame comum pode apresentar alterações nos mapas. Por isso, topografia e tomografia têm papel importante na seleção de candidatos.
A American Academy of Ophthalmology destaca o mapeamento corneano como parte fundamental da avaliação pré-operatória para identificar ceratocone e padrões ectásicos suspeitos.
Para que serve a paquimetria?
A paquimetria mede a espessura da córnea. Essa informação é utilizada junto ao grau e aos mapas corneanos para estimar a profundidade da ablação e a estrutura que permanecerá depois do laser.
O planejamento considera:
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espessura central;
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ponto mais fino;
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distribuição paquimétrica;
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quantidade prevista de tecido removido;
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formato anterior e posterior;
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grau que se pretende corrigir;
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idade e características biomecânicas;
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presença de fatores de risco para ectasia.
Uma córnea mais fina não significa automaticamente queo PRK seja impossível. Da mesma maneira, uma medida considerada espessa não garante segurança isoladamente.
Não existe um valor único capaz de liberar ou contraindicar a cirurgia para todos. A decisão resulta da combinação entre espessura, topografia, tomografia, grau e planejamento da ablação.
Por que o filme lacrimal e a superfície ocular são examinados?
Olho seco, blefarite e alterações das glândulas das pálpebras podem afetar a qualidade das medições. Uma superfície irregular também pode aumentar o desconforto e a oscilação visual durante a recuperação.
A avaliação pode observar:
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quantidade e estabilidade da lágrima;
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coloração da córnea e da conjuntiva;
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margem das pálpebras;
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glândulas de Meibomius;
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frequência e qualidade do piscar;
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sinais de alergia;
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inflamação da superfície;
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sintomas de ardência, areia ou visão flutuante.
Quando existe alteração ativa, o tratamento pode ser realizado antes de repetir os exames. Operar apenas depois de estabilizar a superfície ajuda a tornar as medidas mais confiáveis.
Documentos da FDA sobre PRK reforçam a necessidade de exame pré-operatório completo e mapeamento computadorizado da córnea antes da definição da cirurgia.
Quais outros exames podem fazer parte da avaliação?
Além dos testes diretamente relacionados à córnea, a consulta pode incluir:
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biomicroscopia;
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medida da pressão intraocular;
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avaliação do cristalino;
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exame da retina e do nervo óptico;
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dilatação das pupilas;
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medida do diâmetro pupilar;
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aberrometria em tratamentos personalizados;
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tomografia de coerência óptica em casos selecionados;
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análise biomecânica da córnea quando disponível e indicada.
A cirurgia pode ser adiada ou não recomendada diante de:
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grau instável;
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ceratocone ou suspeita de ectasia;
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estrutura corneana considerada inadequada;
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olho seco ou blefarite sem controle;
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infecção ou inflamação ocular;
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catarata que explique a perda visual;
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gestação ou amamentação;
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doença sistêmica sem controle;
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expectativas incompatíveis com o resultado possível.