Cirurgia Refrativa a Laser para Pacientes com Ceratocone em Florianópolis: Quem Pode Fazer PRK?
Entenda por que suspeita de ceratocone e irregularidades da córnea exigem avaliação criteriosa antes de qualquer cirurgia refrativa.
O PRK refrativa convencional geralmente não é indicada quando existe ceratocone confirmado ou suspeita de ectasia, pois o laser remove tecido e pode enfraquecer uma córnea já vulnerável. Antes de qualquer cirurgia refrativa, topografia, tomografia, paquimetria e análise da estabilidade corneana são fundamentais.
Muitos pacientes com astigmatismo elevado ou visão distorcida procuram o laser para reduzir a dependência dos óculos sem saber que podem apresentar uma irregularidade corneana. Realizar o procedimento sem identificar essa condição pode aumentar o risco de progressão e perda da qualidade visual.
Em Florianópolis, a Dra. Alena Tolentino Lopes atua com doenças da córnea, ceratocone e cirurgia refrativa personalizada. Neste conteúdo, você entenderá porque o PRK convencional costuma ser evitado no ceratocone e em quais situações os tratamentos corneanos associados ao laser podem ser avaliados.
Por que o ceratocone muda a indicação do PRK?
O ceratocone é uma doença que provoca afinamento e deformação progressiva da córnea. Com a alteração de seu formato, podem surgir:
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astigmatismo irregular;
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visão embaçada ou distorcida;
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mudanças frequentes no grau;
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halos e dificuldade noturna;
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baixa qualidade visual mesmo com óculos;
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necessidade de lentes de contato especiais.
No PRK, o epitélio é removido e o laser remodela o estroma corneano. Em uma córnea saudável, essa ablação pode corrigir determinados erros refrativos. No ceratocone, porém, a retirada de tecido pode aumentar a fragilidade e agravar a ectasia.
A FDA alerta que PRK em córneas com ceratocone, afinamento ou tendência ao abaulamento pode piorar a condição e reduzir permanentemente a visão.
Suspeita de ceratocone é igual a ceratocone confirmado?
Não. Uma córnea suspeita pode apresentar assimetria, curvatura ou distribuição de espessura fora do padrão sem preencher todos os critérios para ceratocone.
A avaliação precisa diferenciar:
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córnea normal;
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alteração provocada por lente de contato;
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astigmatismo irregular;
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ceratocone suspeito;
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ceratocone inicial;
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ceratocone estabelecido;
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ectasia em progressão.
O uso de lentes de contato pode modificar temporariamente o formato da córnea. Por isso, pode ser necessário interrompê-las e repetir os exames após o período definido pela oftalmologista.
Quando os resultados permanecem duvidosos, a conduta mais segura pode ser acompanhar a córnea antes de considerar qualquer procedimento.
Quais exames avaliam o risco antes da cirurgia?
A investigação pode incluir:
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refração e estabilidade do grau;
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topografia corneana;
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tomografia da córnea;
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paquimetria;
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mapas de elevação anterior e posterior;
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distribuição da espessura;
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análise do ponto mais fino;
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aberrometria;
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mapa epitelial;
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avaliação biomecânica em casos selecionados;
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comparação com exames anteriores.
A topografia avalia principalmente a curvatura anterior. A tomografia oferece uma análise tridimensional, incluindo superfície posterior e mapa completo de espessura.
Esses exames procuram sinais que podem não ser vistos na biomicroscopia. A American Academy of Ophthalmology destaca topografia e tomografia como ferramentas essenciais para identificar ceratocone precoce e avaliar sua progressão.
Não existe uma única medida que libere a cirurgia. O diagnóstico depende da interpretação conjunta dos mapas, da idade, do grau, da espessura e do comportamento da córnea ao longo do tempo.
Quando o PRK convencional pode ser considerado?
O PRK refrativa convencional pode ser avaliada quando o exame demonstra que não existe ceratocone ou outra ectasia e que a córnea apresenta características compatíveis com a ablação planejada.
Entre os critérios analisados estão:
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ausência de padrão suspeito nos mapas;
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estabilidade do grau;
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estabilidade da córnea;
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espessura adequada ao planejamento;
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superfície ocular saudável;
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ausência de doença corneana ativa;
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quantidade segura de tecido residual;
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expectativas realistas.
Uma pessoa inicialmente encaminhada por “suspeita de ceratocone” pode, após investigação e repetição dos exames, não ter a doença. Somente nesse contexto o PRK refrativa convencional poderá voltar a ser considerada.
Se a suspeita persistir, a cirurgia deve ser adiada ou substituída por uma alternativa que preserva melhor a estrutura corneana.
Existe PRK para casos selecionados de ceratocone?
Em situações muito selecionadas, uma PRK parcial e guiada por topografia pode ser associada ao crosslinking. Essa abordagem não corresponde ao PRK convencional realizado apenas para eliminar o grau.
O objetivo pode ser:
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regularizar parcialmente a superfície corneana;
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reduzir determinadas irregularidades;
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melhorar a qualidade da visão corrigida;
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facilitar o uso de óculos ou lentes;
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estabilizar a córnea com o crosslinking.
O crosslinking busca aumentar a resistência biomecânica e controlar a progressão. Já a ablação topo guiada remove uma quantidade limitada de tecido para regularizar a superfície.
A combinação não é indicada para todos. Espessura, progressão, localização do cone, quantidade de tecido a ser removida e expectativa visual precisam ser analisadas cuidadosamente. O paciente ainda pode necessitar de óculos ou lentes depois do tratamento.
A American Academy of Ophthalmology descreve abordagens combinadas entre crosslinking e PRK topo guiada para reabilitação visual em casos selecionados de ectasia.
Quais alternativas existem quando o PRK não é seguro?
O tratamento depende da progressão e do impacto visual.
As possibilidades podem incluir:
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óculos;
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lentes gelatinosas especiais;
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lentes rígidas;
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lentes esclerais;
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crosslinking;
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anel intracorneano;
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tratamentos topo guiados selecionados;
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lentes intraoculares em situações específicas;
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transplante de córnea em quadros avançados.
O crosslinking tem como principal objetivo controlar a progressão, não eliminar o grau. Lentes de contato especiais podem oferecer melhora visual sem remover tecido corneano.
A escolha deve separar dois objetivos:
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estabilizar a doença;
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melhorar a qualidade da visão.