Tratamento de Tumor de Bexiga em Londrina: Quais São as Opções e Quando a Cirurgia Pode Ser Indicada?
Entenda como o tumor de bexiga pode ser tratado, quando a cirurgia é considerada e como funciona o acompanhamento urológico em Londrina.
Receber a notícia de um tumor na bexiga costuma gerar dúvidas sobre cirurgia, retirada do órgão e possibilidade de cura. Entretanto, o tratamento não é igual para todos: algumas lesões podem ser removidas por via endoscópica, enquanto outras exigem terapias complementares ou uma cirurgia de maior porte.
A decisão depende principalmente do resultado anatomopatológico, da profundidade da lesão, do risco de recorrência e das condições clínicas do paciente. A presença de um tumor em exame de imagem, isoladamente, ainda não define todo o tratamento.
Em Londrina, o Dr. João Scorpione, CRM-PR 43.599 e RQE 36.674, atua na avaliação e no tratamento de tumores urológicos. Entenda as principais opções e quando a cirurgia pode ser indicada.
O que define o tratamento do tumor de bexiga?
A primeira informação decisiva é saber se o tumor atingiu ou não a camada muscular da bexiga.
Os tumores são classificados principalmente como:
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Não músculo-invasivos: permanecem nas camadas mais superficiais.
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Músculo-invasivos: alcançam a musculatura da bexiga e exigem abordagem mais ampla.
Resposta direta: tumores superficiais costumam ser tratados inicialmente por ressecção endoscópica, com ou sem terapia dentro da bexiga. Tumores que invadem a musculatura podem exigir retirada da bexiga, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação dessas alternativas.
O grau do tumor, o número de lesões, o tamanho, a presença de carcinoma in situ e as recorrências anteriores também influenciam a decisão.
Como funciona a ressecção transuretral da bexiga?
A ressecção transuretral do tumor de bexiga, chamada de RTU ou RTU-B, é realizada pela uretra, sem incisão externa no abdome. O urologista introduz um aparelho com câmera e remove a lesão visível.
O procedimento possui duas funções:
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retirar o tumor identificado;
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obter tecido para o diagnóstico e o estadiamento.
A análise do material mostra o tipo, o grau e a profundidade da invasão. Em algumas situações, uma segunda ressecção pode ser necessária, especialmente quando a retirada foi incompleta, não há músculo na amostra ou o tumor apresenta características de alto risco.
Quando são indicados BCG ou quimioterapia intravesical?
Depois da ressecção, alguns pacientes com tumor não músculo-invasivo recebem medicamentos diretamente dentro da bexiga por meio de um cateter.
As principais possibilidades são:
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quimioterapia intravesical;
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imunoterapia intravesical com BCG;
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acompanhamento sem tratamento adicional imediato em casos selecionados.
A escolha depende do risco de recorrência e progressão. O BCG costuma ser utilizado em tumores de risco intermediário ou alto, incluindo determinados casos de carcinoma in situ.
O objetivo é reduzir a possibilidade de o tumor reaparecer ou avançar. Essas terapias podem causar ardência, urgência urinária, sangramento e sintomas sistêmicos, que devem ser acompanhados pela equipe médica. INCA
Quando a retirada da bexiga pode ser indicada?
A cistectomia radical é a cirurgia para retirar a bexiga e estruturas relacionadas. É uma das principais opções para tumores músculo-invasivos localizados.
Ela também pode ser considerada em situações como:
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tumor não músculo-invasivo de risco muito alto;
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doença que não responde adequadamente ao BCG;
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recorrências agressivas;
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lesão extensa não controlável por ressecção;
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progressão para invasão muscular;
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sangramento ou sintomas graves sem controle por outros meios.
A indicação depende do estágio, das condições clínicas, da função renal e dos objetivos do paciente. O INCA apresenta a cistectomia radical como tratamento de referência para o tumor músculo-invasivo localizado. INCA
A cirurgia robótica pode ser utilizada?
A cistectomia pode ser realizada por cirurgia aberta ou por acesso minimamente invasivo, incluindo a cirurgia robótica em casos selecionados.
Na técnica robótica, o cirurgião controla os instrumentos por um console. O equipamento não toma decisões nem opera sozinho.
A escolha da via cirúrgica considera:
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extensão da doença;
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cirurgias abdominais anteriores;
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condições clínicas;
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necessidade de reconstrução urinária;
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experiência da equipe;
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estrutura do hospital;
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preferência informada do paciente.
A cirurgia robótica não muda os princípios do tratamento oncológico e não é obrigatoriamente superior ou indicada em todos os casos. O objetivo prioritário continua sendo o controle adequado do câncer.
Como a urina é eliminada após a retirada da bexiga?
Quando a bexiga é retirada, o cirurgião precisa criar uma nova forma para a eliminação da urina. Essa reconstrução é chamada de derivação urinária.
Entre as possibilidades estão:
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conduíte ileal com bolsa coletora externa;
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neobexiga construída com segmento intestinal;
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reservatório interno com cateterização;
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ureterostomia em situações selecionadas.
A escolha depende da extensão do tumor, das funções renal e hepática, da saúde geral, da destreza manual e da capacidade de adaptação. Nem todas as alternativas são adequadas para todos os pacientes.
Existem opções para preservar a bexiga?
Alguns pacientes selecionados com tumor músculo-invasivo podem ser avaliados para tratamento de preservação vesical. A estratégia trimodal geralmente combina ressecção transuretral ampla, quimioterapia e radioterapia.
Essa opção exige critérios específicos, participação de uma equipe multidisciplinar e seguimento rigoroso. Caso o tumor não responda ou retorne, a retirada da bexiga ainda pode ser necessária.
Quimioterapia sistêmica, imunoterapia e tratamentos direcionados também podem integrar o plano em diferentes estágios. A indicação deve ser discutida por urologia e oncologia conforme o perfil da doença. National Cancer Institute
Como é realizado o acompanhamento?
O câncer de bexiga pode retornar, principalmente nos casos não músculo-invasivos. Por isso, o acompanhamento não termina depois da primeira ressecção.
O seguimento pode incluir:
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cistoscopias periódicas;
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exame de urina;
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citologia urinária em situações selecionadas;
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tomografia ou outros exames de imagem;
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avaliação da função renal;
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investigação de novos sintomas.