Diagnóstico de Câncer de Bexiga em Londrina: Quais São os Sintomas e Quando Procurar um Urologista?
Conheça os sintomas do câncer de bexiga, como sangue na urina, e entenda como é feita a investigação diagnóstica com um urologista em Londrina.
Encontrar sangue na urina costuma provocar preocupação, mas algumas pessoas adiam a consulta quando o sangramento desaparece ou não causa dor. Esse sinal possui diferentes causas, porém precisa ser investigado porque pode estar relacionado ao câncer de bexiga.
Além da presença visível de sangue, alterações como ardência, urgência e aumento da frequência urinária também podem justificar avaliação. Esses sintomas não confirmam um tumor, pois infecções e cálculos podem produzir manifestações semelhantes.
Em Londrina, o Dr. João Scorpione, CRM-PR 43.599 e RQE 36.674, atua na investigação e no tratamento de tumores urológicos. Entenda quais sinais merecem atenção e como é realizado o diagnóstico.
Quais são os sintomas do câncer de bexiga?
O sintoma mais característico é a hematúria, nome médico dado à presença de sangue na urina. Ela pode ser visível ou detectada somente em um exame laboratorial.
Outros sintomas possíveis incluem:
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ardência ou dor ao urinar;
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vontade urgente de urinar;
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aumento da frequência urinária;
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dificuldade para urinar;
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dor pélvica, abdominal ou lombar em quadros avançados.
O Instituto Nacional de Câncer destaca a hematúria macroscópica, indolor e intermitente como o achado mais comum, principalmente após os 50 anos. INCA
Sangue na urina significa câncer?
Não necessariamente. Sangue na urina também pode ocorrer em infecções urinárias, cálculos, doenças renais, alterações da próstata, traumas e uso de determinados medicamentos.
Entretanto, a ausência de dor não torna o sangramento inofensivo. A hematúria relacionada a um tumor pode aparecer uma única vez, desaparecer e voltar depois.
Resposta direta: sangue visível na urina deve ser avaliado, mesmo quando não há dor ou quando o episódio não se repete. Somente a investigação identifica sua origem.
A hematúria persistente ou recorrente depois do tratamento de uma infecção urinária também precisa ser investigada.
Quando procurar um urologista?
Procure um urologista ao perceber sangue na urina ou receber um exame com micro-hematúria, especialmente quando não existe uma explicação conhecida.
A avaliação também é indicada diante de:
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sintomas urinários persistentes;
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mudança recente do padrão urinário;
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episódios repetidos de infecção;
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histórico de tabagismo;
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exposição ocupacional a produtos químicos;
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antecedente de tumor no trato urinário;
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dor associada a alterações urinárias.
Sangramento intenso, coágulos, dificuldade ou incapacidade para urinar, tontura, fraqueza ou piora rápida exigem atendimento de urgência.
Como é feita a investigação diagnóstica?
A investigação começa com a história clínica. O urologista avalia características do sangramento, sintomas associados, tabagismo, ocupação, medicamentos, doenças anteriores e histórico familiar.
Os exames podem incluir:
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exame de urina;
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exames laboratoriais de sangue;
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ultrassonografia do aparelho urinário;
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tomografia com contraste, quando indicada;
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cistoscopia;
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ressecção da lesão com análise anatomopatológica.
A ultrassonografia pode identificar alterações, mas um resultado normal não exclui tumor. A escolha dos exames depende do risco e das condições clínicas de cada pessoa.
Para que serve a cistoscopia?
A cistoscopia permite observar o interior da bexiga por meio de um aparelho introduzido pela uretra. O procedimento pode identificar lesões que não foram esclarecidas por outros exames.
Quando uma alteração suspeita é encontrada, pode ser indicada a ressecção transuretral do tumor de bexiga. Nesse procedimento, o urologista retira tecido para análise anatomopatológica.
É o exame do material que determina:
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tipo de tumor;
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grau de agressividade;
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profundidade da invasão;
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presença de camada muscular na amostra;
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necessidade de novos exames ou procedimentos.
Portanto, sintomas e exames de imagem levantam a suspeita, mas não devem ser usados isoladamente para confirmar câncer.
O que acontece quando um tumor é identificado?
Depois da confirmação, o tumor é classificado principalmente como não músculo-invasivo ou músculo-invasivo. Essa distinção mostra se a doença alcançou a musculatura da bexiga e influencia diretamente o tratamento.
O planejamento pode envolver:
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nova ressecção endoscópica;
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tratamento aplicado dentro da bexiga;
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acompanhamento com cistoscopias;
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cirurgia para retirada parcial ou total da bexiga;
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quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia em casos selecionados.
A indicação depende do resultado anatomopatológico, do estágio, das condições clínicas e das preferências do paciente. A cirurgia robótica é uma possibilidade para determinados procedimentos, mas não é necessária ou adequada em todos os diagnósticos.
Quais fatores aumentam o risco?
O tabagismo é o principal fator de risco evitável. Substâncias presentes no cigarro são filtradas pelos rins e entram em contato com o revestimento da bexiga por meio da urina.
Outros fatores associados incluem:
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exposição ocupacional a determinadas substâncias químicas;
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contato com agentes das indústrias de borracha, alumínio e corantes;
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radioterapia anterior na região pélvica;
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idade mais avançada;
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histórico pessoal de tumor urotelial.