Varizes Grossas Precisam de Cirurgia? Conheça as Opções em Londrina
Varizes grossas sempre precisam de cirurgia? Conheça as opções disponíveis em Londrina e entenda por que o tratamento depende da avaliação vascular.
Varizes grossas nem sempre precisam de cirurgia. O calibre da veia é apenas um dos critérios da avaliação: sintomas, origem do refluxo, trajeto do vaso, alterações da pele e resultado do ultrassom Doppler também influenciam a escolha entre laser endovenoso, espuma, microcirurgia ou cirurgia convencional.
Muitas pessoas adiam a consulta por receio de uma operação ou procuram tratamento somente quando as veias ficam muito aparentes. Entretanto, dor, peso, inchaço, coceira e desconforto podem indicar insuficiência venosa, mesmo antes de surgirem varizes volumosas.
Em Londrina, a Dra. Natália Sardinha realiza avaliação clínica e investigação vascular para identificar a origem do problema e definir uma estratégia individualizada.
Varizes grossas sempre precisam de cirurgia?
Não. Uma veia superficial e volumosa pode ser tratada com espuma, retirada por pequenas incisões ou abordada em conjunto com o tratamento da veia que origina o refluxo.
O termo “variz grossa” descreve a aparência ou o calibre do vaso, mas não determina sozinho qual procedimento deve ser realizado. Antes da indicação, o cirurgião vascular precisa descobrir:
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se existe refluxo nas veias safenas;
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de onde a variz recebe o fluxo anormal;
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se há comprometimento de veias perfurantes;
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se o vaso apresenta trajeto reto ou tortuoso;
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se existem alterações de pele ou complicações;
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se há histórico de trombose ou tratamento anterior.
Assim, duas pessoas com veias visualmente semelhantes podem receber propostas terapêuticas diferentes.
Por que as varizes ficam volumosas?
As veias das pernas possuem válvulas que ajudam o sangue a retornar ao coração. Quando essas válvulas não funcionam adequadamente, parte do sangue retorna e aumenta a pressão dentro das veias.
Com o tempo, os vasos podem ficar dilatados, tortuosos e aparentes. Além do volume, podem surgir:
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dor ou queimação nas pernas;
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sensação de peso;
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inchaço no final do dia;
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coceira;
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câimbras;
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escurecimento ou endurecimento da pele;
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episódios de inflamação da veia;
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sangramento ou ferida próxima ao tornozelo.
A intensidade dos sintomas nem sempre acompanha o tamanho das varizes. Veias muito aparentes podem causar poucos sintomas, enquanto alterações menos visíveis podem estar relacionadas a refluxo significativo.
Como o ultrassom Doppler orienta o tratamento?
O ultrassom Doppler permite avaliar o fluxo sanguíneo e mapear o sistema venoso. O exame mostra quais válvulas apresentam falha, quais veias estão dilatadas e onde começa o refluxo.
Esse mapeamento ajuda a diferenciar:
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varizes superficiais isoladas;
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refluxo de safena magna ou parva;
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alterações em veias perfurantes;
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varizes recorrentes;
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sinais de trombose atual ou anterior.
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular ressalta a importância da avaliação médica e do Ecodoppler antes da escolha da técnica.
Quais tratamentos podem ser usados nas varizes grossas?
Laser endovenoso
O laser endovenoso é utilizado principalmente para fechar veias com refluxo, como as safenas. Uma fibra é introduzida no vaso sob orientação ultrassonográfica e libera energia térmica.
O laser trata a origem do refluxo, mas pode não eliminar sozinho todas as varizes salientes. Por isso, pode ser associado à espuma ou à retirada de tributárias.
Espuma ecoguiada
A espuma esclerosante é injetada na veia e provoca seu fechamento progressivo. Pode ser considerada em vasos tortuosos, varizes recorrentes e situações nas quais a passagem de uma fibra não é adequada.
O tratamento pode exigir mais de uma sessão. Pigmentação, endurecimento e inflamação local podem ocorrer, além de complicações menos frequentes que devem ser discutidas previamente.
Flebectomia ou microcirurgia
Na flebectomia, as varizes são retiradas por pequenas incisões. A técnica pode ser útil para vasos superficiais, volumosos e tortuosos, isoladamente ou em associação ao tratamento da safena.
Cirurgia convencional
A ligadura ou retirada de segmentos venosos continua sendo uma alternativa em anatomias específicas ou quando as técnicas endovenosas não são adequadas.
Diretrizes clínicas recomendam considerar a ablação térmica para refluxo troncular quando tecnicamente possível, seguida de espuma ou cirurgia conforme a indicação e as preferências do paciente. Essa sequência é descrita pelo National Institute for Health and Care Excellence.
Quando a cirurgia pode ser considerada?
A cirurgia para varizes grossas em Londrina pode entrar no planejamento quando existem veias muito tortuosas, tributárias volumosas, anatomia desfavorável ao laser ou necessidade de retirada direta dos vasos.
A decisão também considera:
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intensidade dos sintomas;
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sangramentos recorrentes;
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inflamação venosa;
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alterações de pele;
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úlceras venosas;
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tratamentos anteriores;
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risco anestésico e trombótico;
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disponibilidade e adequação das diferentes técnicas.
Cirurgia não significa necessariamente grandes cortes ou internação prolongada. Algumas varizes podem ser removidas por pequenas incisões, mas o procedimento indicado e a recuperação variam conforme a extensão do tratamento.
Quais são os limites e cuidados depois do tratamento?
Nenhuma técnica garante que novas varizes nunca aparecerão. A doença venosa pode evoluir, veias tratadas podem recanalizar e outros vasos podem se tornar insuficientes.
Após o tratamento, podem ser recomendados:
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caminhadas leves;
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retorno gradual às atividades;
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uso temporário de compressão;
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cuidados com curativos;
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medicamentos prescritos;
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proteção solar sobre hematomas ou manchas;
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consultas e exames de acompanhamento.