Blefaroplastia e Olho Seco: Existe Relação? | Blefaroplastia em Maringá

Blefaroplastia e Olho Seco: Existe Relação? | Blefaroplastia em Maringá

A blefaroplastia pode interferir no olho seco, principalmente nas primeiras semanas após a cirurgia. Isso acontece porque as pálpebras não têm apenas uma função estética: elas são fundamentais para o piscar, para distribuir a lágrima sobre a córnea e para proteger a superfície dos olhos.

Por isso, na minha avaliação para blefaroplastia, a presença de olho seco é um dos pontos que considero antes da cirurgia. Identificar o problema previamente permite tratar a superfície ocular quando necessário e planejar a cirurgia de maneira mais segura.

Por que a blefaroplastia pode causar ou piorar o olho seco?

O olho seco é uma doença multifatorial da superfície ocular. Nem sempre significa simplesmente produzir pouca lágrima. Alterações na qualidade do filme lacrimal, aumento da evaporação e problemas no piscar também podem participar.

Após uma blefaroplastia, o edema e as alterações temporárias da movimentação das pálpebras podem diminuir a eficiência do piscar. Em alguns pacientes pode ocorrer fechamento incompleto dos olhos, chamado lagoftalmo, principalmente no período inicial de recuperação.

Quando a córnea permanece mais exposta ou a lágrima não é distribuída adequadamente, podem aparecer sintomas como:

  • ardência;

  • sensação de areia nos olhos;

  • vermelhidão;

  • visão que oscila;

  • lacrimejamento;

  • sensibilidade à luz;

  • necessidade frequente de colírios lubrificantes.

Na maioria dos pacientes essas alterações, quando presentes, são transitórias. Entretanto, quem já apresenta doença da superfície ocular merece atenção especial.

Quem já tem olho seco pode fazer blefaroplastia?

Em muitos casos, sim.

Ter olho seco não representa, isoladamente, uma contraindicação à cirurgia. O que precisamos saber é qual a causa, qual a intensidade do problema e se a superfície ocular está estável.

Pacientes que já utilizam lágrimas artificiais, apresentam ardência frequente, intolerância a lentes de contato, blefarite, alteração das glândulas de Meibômio ou sintomas persistentes de ressecamento devem ser avaliados antes da cirurgia.

Quando encontro um olho seco descompensado, prefiro inicialmente tratar a superfície ocular e depois reavaliar o planejamento cirúrgico.

O excesso de pele retirado também importa

Existe uma relação direta entre a cirurgia e a capacidade de fechamento das pálpebras.

Na blefaroplastia superior, é necessário preservar pele suficiente para que os olhos continuem fechando adequadamente. Uma retirada excessiva pode aumentar a exposição da córnea e favorecer sintomas de ressecamento.

A função do músculo orbicular, responsável pelo fechamento das pálpebras e importante para a dinâmica do piscar, também deve ser respeitada.

Por isso, considero que uma boa blefaroplastia não é aquela em que se consegue retirar a maior quantidade possível de pele. É aquela que corrige o excesso mantendo a função palpebral.

A blefaroplastia inferior também pode interferir na superfície ocular?

Sim.

A pálpebra inferior deve permanecer bem apoiada sobre o olho. Quando já existe frouxidão antes da cirurgia, essa condição precisa ser reconhecida.

Uma alteração importante da posição da pálpebra inferior pode aumentar a exposição da superfície ocular e prejudicar a distribuição da lágrima.

Por isso, avalio previamente a firmeza palpebral e, quando necessário, associo técnicas de sustentação para manter a pálpebra adequadamente posicionada.

E depois da cirurgia? Há como tratar um ressecamento ocular?

No pós-operatório, instituo lubrificação ocular e acompanho de perto a qualidade do fechamento das pálpebras durante o período de edema.

Nos pacientes com predisposição ao olho seco, trato de forma individualizada e intensifico o tratamento conforme a evolução da superfície ocular.

O objetivo é evitar que um problema inicialmente transitório se transforme em desconforto prolongado.

Utilizo os protocolos de tratamento e acompanhamento com reconhecimento internacional e nacional do DEWS 3 ( Dry Eye Workshop ). Naqueles pacientes em que a cirurgia de catarata, troca de cristalino ou cirurgia refrativa também estão indicadas e programadas, realizo protocolos específicos para que a qualidade de visão não fique comprometida.

Blefaroplastia em Maringá: estética e função precisam ser avaliadas juntas

Por ser uma cirurgia realizada em estruturas diretamente responsáveis pela proteção dos olhos, considero importante que o planejamento da blefaroplastia inclua a avaliação da função palpebral e da superfície ocular.

Na minha consulta para blefaroplastia em Maringá, avalio não somente excesso de pele e bolsas, mas também o piscar, o fechamento dos olhos, a sustentação das pálpebras e a presença de olho seco.

Quando identifico alterações da superfície ocular, elas passam a fazer parte do planejamento antes, durante e depois da cirurgia.

Perguntas frequentes

Blefaroplastia pode causar olho seco?
Pode provocar ou aumentar temporariamente sintomas de olho seco em alguns pacientes, principalmente quando há predisposição ou alteração do fechamento palpebral.

Quem já usa colírio para olho seco pode fazer blefaroplastia?
Frequentemente, sim. Mas é importante avaliar se a doença está controlada antes da cirurgia.

Olho seco depois da blefaroplastia é permanente?
Na maioria das situações, as alterações relacionadas ao período pós-operatório tendem a melhorar. Casos persistentes precisam ser investigados e tratados.

Por que o fechamento dos olhos é importante?
Porque o fechamento adequado e o piscar distribuem a lágrima e protegem a córnea. Alterações nessas funções podem aumentar a exposição e a evaporação do filme lacrimal.

Como diminuir o risco de olho seco após blefaroplastia?
O primeiro passo é reconhecer fatores de risco antes da cirurgia, tratar previamente uma superfície ocular descompensada, preservar a função das pálpebras e acompanhar o paciente durante o pós-operatório.

Sobre o especialista

O Dr. José Henrique Casemiro é oftalmologista em Maringá e atua na avaliação e tratamento das alterações funcionais e estéticas das pálpebras e da região periocular.

Sua avaliação para blefaroplastia inclui a análise da superfície ocular, filme lacrimal, fechamento palpebral e demais condições que podem estar relacionadas ao desenvolvimento ou agravamento do olho seco.

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