O papel do Otorrinolaringologista no tratamento de crianças com TEA
Os pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), apresentam uma incidência ligeiramente maior no âmbito da Otorrinolaringologia do que os demais pacientes, manifestando condições como, por exemplo, distúrbios do sono, alergias alimentares, eczema e asma. Além disso, atualmente podemos observar um aumento na prevalência do TEA, fazendo com que a compreensão da importância do diagnóstico e acompanhamento de indivíduos com o transtorno por um Otorrinolaringologista, especialmente na infância, necessite ganhar cada vez mais evidência.
O Otorrinolaringologista é um especialista capacitado, que possui uma gama de recursos eficazes e estratégias de comunicação, as quais possibilitam criar um ambiente de cuidado centrado no paciente, onde serão investigadas as potenciais morbidades e que também contribui para que haja uma melhora na relação da criança com a equipe médica que a acompanha, com seus pais, familiares, na comunidade escolar e também na relação do indivíduo consigo mesmo.
- Desafios no diagnóstico de uma criança com TEA por um Otorrinolaringologista
As avaliações auditivas de pacientes com TEA podem ser um desafio no diagnóstico, afinal, muitas crianças com Transtorno do Espectro Autista apresentam problemas sensoriais, especialmente ao toque, que torna difícil a obtenção de um audiograma, por exemplo. Ademais, a hipersensibilidade ao aumento dos volumes, sons alternados a ou luzes piscando na cabine de áudio pode se tornar um evento dificultador.
Uma parte dos pacientes com TEA também pode ser não verbal, fator que limita as respostas de comunicação nas avaliações auditivas e em muitos casos, exige que as técnicas do teste devem ser alteradas. Após essa exposição, fica ainda mais fácil compreender a importância do papel desempenhado pelo otorrinolaringologista na equipe multidisciplinar que atua no tratamento de uma criança com TEA.
- Importância de entender e reconhecer os sinais de alerta do TEA
E? importante que os pais e responsáveis da criança sejam capazes de reconhecer os sinais de alerta para o TEA, a fim de ajudar com o diagnóstico precoce. Os principais sinais de alerta a serem considerados para o diagnóstico de TEA:
- A criança não sorri e nem apresenta outras expressões calorosas ou alegres aos seis meses;
- A criança não balbucia aos 12 meses;
- A criança não realiza nenhum gesto de vai-e-vem, como apontar, mostrar, alcançar ou acenar aos 12 meses;
- A criança não pronuncia nenhuma palavra aos 16 meses;
- A criança não forma frases significativas com mais de duas palavras (sem contar imitação ou repetição) aos 24 meses.
Esses sinais são apenas alguns indicativos que podem, ou não, culminar num diagnóstico de autismo. Para que a criança seja devidamente avaliada, o contato com um Otorrinolaringologista se faz essencial, por isso, ao notar qualquer um desses indicativos, busque a ajuda de um especialista.