Dor Oncológica e a Medicina Paliativa

Dor Oncológica e a Medicina Paliativa
Dor Oncológica e a Medicina Paliativa

De todos os sintomas que um paciente diagnosticado com câncer apresenta, sem dúvidas a dor é um dos mais temidos, além de ser um dos sintomas que mais gera sofrimento ao longo da doença.

 

A dor oncológica pode fazer com que outros aspectos do câncer, como fadiga, fraqueza, falta de ar, náuseas, constipação, distúrbios do sono, depressão e ansiedade se tornem mais graves, além de atrapalhar em tarefas básicas do dia a dia do paciente, como dormir ou se alimentar.

 

Cerca de 60% a 80% dos pacientes com câncer apresentam dor entre os sintomas, índice que fez com que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarasse a dor associada ao câncer como uma Emergência Médica Mundial.

 

O que é dor oncológica?

 

Sentir dor, geralmente, é uma das principais formas do corpo alertar sobre algo que está errado. Avaliar a dor do paciente oncológico é uma tarefa árdua, pois o seu manejo adequado impacta diretamente na qualidade de vida do paciente e para que a avaliação seja precisa, será necessário considerar a intensidade da dor, há quanto tempo ela surgiu, o seu local de origem, suas características e principalmente, a sua  causa.

 

No câncer, a dor pode se desenvolver por diversos motivos, como por exemplo: pela realização de procedimentos invasivos, pelo tratamento quimioterápico ou radioterápico, após uma cirurgia ou pela própria evolução da doença.

 

Para um bom controle da dor oncológica, algumas medidas podem ser introduzidas, como a antecipação à piora da dor, a prevenção e o tratamento dos efeitos colaterais.

 

Classificação da dor oncológica.

 

A dor do câncer pode ser classificada como leve, moderada ou intensa, além de aguda ou crônica, manifestando-se através de diferentes sensações, como choque, queimação, coceira ou dormência. A dor em pacientes oncológicos também pode ser classificada como nociceptiva, relacionada a um dano tecidual, como pós-operatória ou neuropática, ligada a doenças nos nervos ou a ação de medicamentos nos nervos.

 

Importância do manejo adequado da dor em pacientes oncológicos.

 

O tratamento paliativo da dor oncológica tem como objetivo amenizar os sintomas e aumentar a qualidade de vida do paciente, possibilitando que este consiga aderir ao tratamento da doença. Quando a dor oncológica não é tratada, ou é tratada de forma inadequada, pode afetar a qualidade no sono, a alimentação, o relacionamento familiar e conjugal, além da vida profissional.

 

Quando a dor se manifesta nas intensidades mais brandas, podemos utilizar analgésicos menos potentes, enquanto os opióides são indicados para o controle de dores agudas ou crônicas, sendo preciso tomar algumas precauções com o seu uso.

 

Se você está passando por um tratamento oncológico e precisa de auxílio para o manejo e controle da dor, na Clinidor você encontra especialistas capacitados e prontos para te assistir. Entre em contato para maiores informações.

REFERÊNCIAS:

https://www.uricer.edu.br/site/pdfs/perspectiva/129_163.pdf

https://revista.abrale.org.br/dor-oncologica/

https://bjhbs.hupe.uerj.br/WebRoot/pdf/324_pt.pdf

Texto escrito por:
Dr. Orlando Colhado
Especialista em Dor
Maringá / PR

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